Petróleo volta a subir com escalada de conflito no Oriente Médio
Os preços do petróleo Brent e WTI sobem na manhã desta quinta-feira (3), a medida que o conflito prolongado no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã fazem preço nos barris.
Investidores seguem apreensivos após os dois países trocarem a maior série de ataques desde julho, reacendendo os temores de uma escalada regional mais ampla na região.
Às 09h50 (de Brasília), tanto o Brent quanto o WTI avançavam mais de 1%, cotados acima de US$ 96 e US$ 92, respectivamente.
PMI de serviços da China sobe para 51,4 em agosto Zona do euro: PPI tem alta de 1,6% em agosto ante julho PMI de serviços da zona do euro cai a 51,6 em agosto “O petróleo recuperou parte do seu prêmio geopolítico, criando mais uma potencial dor de cabeça inflacionária num momento em que os mercados já debatem se as taxas de juros nos EUA precisam subir”, afirma Daniela Hathorn, analista sênior de mercado da Capital.com.
Na véspera, os preços do petróleo Brent fecharam com alta de 1%.
A guerra entre os EUA e o Irã já está em seu sétimo mês, e os novos ataques das forças americanas na costa sul do Irã, assim como as contramedidas iraniadas, escalam as tensões.
“Os últimos ataques marcaram uma escalada significativa após cerca de um mês de relativa calma, com os EUA tendo como alvo os sistemas de radar e as capacidades de colocação de minas do Irã, e o Irã retaliando contra posições americanas em toda a região ”, escreveu Mark Schaefer, diretor da corretora Liquidity Energy, em uma nota.
Preços do petróleo tendem a ficar mais altos, diz especialista | MORNING CALL “A principal preocupação para o mercado de petróleo é a retomada dos combates que envolvem uma nova mudança nos fluxos físicos pela região”, disse Schaefer.
A guerra começou com ataques conjuntos dos EUA e de Israel a alvos iranianos no final de fevereiro.
Desde então, o Irã interrompeu efetivamente o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz , uma via navegável crítica que transportou cerca de um quinto do petróleo e do GNL consumidos globalmente antes do conflito.
Países de todo o mundo vêm tentando limitar os aumentos de preços buscando outras fontes de abastecimento e recorrendo às suas reservas, que também estão se esgotando. *Com informações da Reuters Petróleo, café e aeronaves: veja itens mais exportados pelo Brasil aos EUA
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