Lula ou Flávio: quais são as propostas para tirar os brasileiros das dívidas?
O endividamento dos brasileiros entrou no centro da disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na reta final das eleições de 2026.
No primeiro debate do segundo turno, realizado neste domingo (18) pela Band , os candidatos apresentaram propostas para renegociar débitos, reduzir juros e devolver poder de compra às famílias.
Embora os dois defendam a participação do governo na renegociação das dívidas, as estratégias têm diferenças.
Lula aposta na ampliação do Desenrola, com descontos sobre débitos antigos e medidas específicas para microempreendedores.
Flávio propõe que o governo compre dívidas dos bancos e conceda períodos de carência antes da retomada dos pagamentos.
As propostas também fazem parte de uma disputa sobre as causas do endividamento.
Flávio responsabiliza a política fiscal do governo Lula pelos juros elevados e promete reduzir gastos públicos.
O petista defende o crescimento econômico e a valorização da renda como caminhos para melhorar a situação financeira das famílias.
Leia também Debate entre Lula e Flávio tem ataques, acusações e propostas econômicas; veja resumo Candidatos discutiram investigações do Banco Master e do INSS, divergiram sobre segurança pública e apresentaram propostas para reduzir dívidas e juros Por que debate entre Lula e Flávio pode atrair audiência, mas não deve mudar eleição Especialista diz que debates raramente mudam votos, mas avalia que erros e episódios inesperados podem repercutir na reta final da campanha O que Lula propõe? A principal aposta de Lula é ampliar o Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas que ganhou novas versões ao longo de seu atual mandato.
A modalidade lançada em maio permite que pessoas com renda de até cinco salários mínimos, equivalentes a R$ 8.105, renegociem dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
Os descontos variam de 30% a 90%, com juros limitados a 1,99% ao mês e parcelamento em até 48 meses.
Na reta final da campanha, Lula passou a defender uma nova etapa voltada a dívidas mais antigas.
Em sabatina à TV Globo , na sexta-feira (16), afirmou que uma medida provisória em tramitação na Câmara prevê um leilão para a compra, pela União, de débitos superiores a dois anos e de até R$ 4 mil.
Segundo o presidente, a expectativa é conseguir descontos entre 90% e 95% sobre esses valores.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.