Lula critica coordenador de campanha de Flávio por atuar contra fim da 6x1
O presidente e candidato à reeleição Lula (PT) criticou, em post no X, o coordenador de campanha de seu adversário Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho (PL-RN) de atuar para travar o avanço da PEC que acaba com a escala 6x1 no Senado.
O presidente afirmou que a oposição, "capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor", tentou impedir o andamento da proposta que busca mudar a jornada de trabalho. "Ontem o Brasil testemunhou, mais uma vez, quem é quem no Congresso Nacional", escreveu Lula.
Enquanto tentávamos avançar com a PEC que acaba com a jornada 6x1 no Senado, a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial, atuava para impedir o avanço da pauta. É importante que o Brasil saiba quem está trabalhando para avançar com essa mudança e quem está tentando impedir uma conquista que pode garantir um dia a mais de descanso sem redução de salário. Lula, em post nas redes sociais
Lula disse que o discurso contra a mudança repete argumentos usados em outras conquistas trabalhistas. Ele afirmou que a crítica de que o país "quebra" com a medida já apareceu em debates sobre férias e 13º salário.
Para o presidente, o impacto mais imediato da escala é na vida do trabalhador e da família. "O que quebra de verdade é a saúde mental do trabalhador com essa escala. O que quebra qualquer família é a sensação de não poder acompanhar os filhos crescerem. Viver para trabalhar, e não ter vida além do trabalho. Desmotiva. Mina a produtividade.", disse.
Ontem o Brasil testemunhou, mais uma vez, quem é quem no Congresso Nacional. Enquanto tentávamos avançar com a PEC que acaba com a jornada 6x1 no Senado, a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial, atuava para impedir o avanço…
Debate sobre a PEC na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado teve mais de quatro horas e meia de discursos e momentos de tensão. Houve bate-boca envolvendo Otto Alencar (PSD-BA), presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), relator da proposta, e Rogério Marinho (PL-RN), que é contra o texto.
Marinho tentou inviabilizar os debates e criticou o relatório apresentado por Aziz. O senador do PL afirmou que a proposta pode provocar inflação, desemprego e aumento da informalidade e disse que a realidade do mercado de trabalho não pode ser alterada apenas "pela caneta".
O relator rebateu e defendeu a negociação coletiva como alternativa para tratar a jornada. A sessão também teve momentos de emoção, com relatos pessoais de senadores ao falar da rotina de trabalhadores submetidos à escala 6x1 .
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