O que esperar do dólar em setembro? Veja até onde a moeda pode ir
O dólar começa setembro perto de R$ 5,14, em queda de 0,69% por volta das 15h desta terça-feira (1º).
Apesar do recuo neste início de mês, analistas esperam um ambiente de maior volatilidade nas próximas semanas, com fatores capazes de voltar a pressionar o real.
No centro das atenções estão os juros no Brasil e nos Estados Unidos.
O diferencial entre as taxas dos dois países ainda funciona como um importante suporte para a moeda brasileira, mas pode diminuir caso o Federal Reserve adote uma postura mais dura enquanto o Banco Central avance no ciclo de cortes da Selic.
A aproximação das eleições presidenciais, as discussões fiscais e o cenário geopolítico completam a lista de fatores no radar.
Ao mesmo tempo, parte das forças que ajudaram o real ao longo de 2026, como commodities favoráveis e o elevado carry, começa a perder intensidade.
Nesse ambiente, as projeções reunidas pelo InfoMoney apontam para um setembro mais volátil para o dólar, embora sem um cenário único para a moeda.
As estimativas vão de uma volta para perto de R$ 5,00, em uma combinação mais favorável ao real, até a faixa de R$ 5,40 a R$ 5,50 em uma situação mais adversa.
Leia também Vale a pena comprar dólar a R$ 5,20? Por que chegou a hora de entrar, segundo a XP Corretora diz que nível não é “ponto de entrada inequivocamente atrativo”, mas argumenta que o juro alto lá fora reduziu a dependência do câmbio na hora de entrar – especialmente diante da volatilidade das eleições Fed e Copom podem mudar uma das principais forças do real As decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil aparecem entre os principais eventos para o dólar em setembro.
Fed e Copom se reúnem nos dias 15 e 16, em um momento no qual as perspectivas para a política monetária dos dois países podem caminhar em direções diferentes.
“O principal fator será a combinação entre Fed e Copom, que se reúnem nos dias 15 e 16 de setembro.
Se os Estados Unidos elevarem os juros enquanto o Brasil continuar reduzindo a Selic, o diferencial de juros entre os dois países diminui.
Isso tende a reduzir parte do suporte que o real teve ao longo de 2026”, afirma Fábio Murad, consultor da Wiser Asset.
O especialista em câmbio Nicolas Gomes, da Manchester Investimentos, também coloca o Federal Reserve no centro das atenções.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.