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Paranaenses desembolsam mais de R$ 10 bilhões com recreação, cultura e lazer

Bem Paraná ·
Paranaenses desembolsam mais de R$ 10 bilhões com recreação, cultura e lazer

Com um crescimento acima da média nacional, o setor de Recreação e Cultura deve movimentar quase R$ 10,6 bilhões no Paraná até o final de 2026. É o que aponta a Pesquisa IPC Maps, especializada em potencial de consumo dos brasileiros, com base em dados oficiais. Ainda segundo o levantamento, os paranaenses são o quinto que mais despendem com esse tipo de gasto no país.

O cálculo, esclarece a IPC Maps, leva em conta gastos diversos e em diversas áreas, desde eletrônicos até a cultura. Entre eles estão brinquedos e jogos recreativos, aparelhos de celular e acessórios, itens de TV, vídeo e informática, taxas e mensalidades de clubes e academias, ingressos para cinema, teatro, show e jogos, artigos esportivos, de caça, pesca e camping, além de jornais e revistas não técnicas, entre outras diversões.

Para este ano, a expectativa é de uma alta de 8,3% nos gastos do paranaense com atividades esportivas e de recreação e lazer. Com isso, os valores despendidos devem saltar dos R$ 9,76 bilhões em 2025 para R$ 10,57 bilhões agora em 2026.

Na esteira do crescimento do montante de dinheiro destinado para esse tipo de gasto, também verifica-se um crescimento no número de empresas ou estabelecimentos atuando com esse tipo de atividade. Entre abril de 2025 e abril deste ano, 1.115 pontos foram inaugurados. Com isso, atualmente somam-se 12.609 unidades existentes no Paraná – o equivalente a 7,3% dos 173 mil estabelecimentos no país.

Ainda de acordo com a Pesquisa IPC Maps, no Brasil os gastos com recreação e cultura cresceram 6,5% entre 205 2026. Ou seja, um crescimento abaixo do verificado no Paraná (de 8,3%). Com isso, os brasileiros devem movimentar R$ 162,3 bilhões até o final do ano com atividades esportivas, recreação e lazer.

Os paranaenses, por sua vez, são o quinto que mais gastam, entre todas as unidades da federação. Mas a desigualdade entre os estados ainda é grande.

Numa ponta, São Paulo (R$ 43,95 bilhões), Minas Gerais (R$ 17,69 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 17,09 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 10,99 bilhões) são os estados que mais despendem em recreação e cultura. Na outra, Roraima (R$ 321,3 milhões), Amapá (R$ 379,1 milhões), Acre (R$ 417,02 milhões), Piauí (R$ 775,34 milhões) e Tocantins (R$ 865,6 milhões) são os estados que menos desembolsam com esse tipo de gasto.

Considerando-se as diferentes classes sociais, os dados do IPC Maps trazem um diagnóstico que é, ao mesmo tempo, curioso, sintomático e preocupante.

Isso porque as classes A, B e C aumentaram os gastos com recreação e cultura no último aqui no Paraná. Contudo, as classes menos abastadas da sociedade (D e E) acabaram vendo o valor desembolsado com esse tipo de coisa cair e de forma expressiva.

Hoje, a classe B é a responsável pela maior parte dos R$ 10,57 bilhões gastos no Paraná com o setor. São R$ 4,27 bilhões esperados para esse ano, valor 1,6% superior ao de 2025. Na sequência vem a classe C, que deve gastar R$ 3,7 bilhões, com alta de 17,3% no período analisado. E há ainda a classe A, com gasto estimado em R$ 2,06 bilhões, 12,4% a mais que no ano anterior.

As classes D e E, por outro lado, haviam gasto R$ 566,11 milhões em 2025.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.

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