Em ‘cúpula anti-EUA’, Irã faz raro aceno a Trump para encerrar guerra
O presidente do Irã , Masoud Pezeshkian , prometeu nesta terça-feira, 1º de setembro, que Teerã retomaria imediatamente os compromissos para encerrar a guerra caso os Estados Unidos voltem ao protocolo de acordo, assinado em junho, estabelecendo um cessar-fogo e um período de 60 dias para a diplomacia.
A declaração foi dada às margens de uma cúpula regional no Quirguistão, onde ele deve se reunir com Vladimir Putin .
“Declaro explicitamente que, se os Estados Unidos retornarem a seus compromissos em virtude do protocolo de acordo (…), a república islâmica do Irã adotará imediatamente medidas recíprocas”, declarou Pezeshkian em Bishkek, capital do país da Ásia Central.
Em meados de junho, Teerã e Washington assinaram o chamado memorando de entendimento de Islamabad para acabar com as hostilidades, iniciadas em 28 de fevereiro com os ataques americanos e israelenses contra o Irã, que provocaram a morte do antigo líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei .
Mas o acordo foi rompido no início de julho , com a retomada das hostilidades.
Continua após a publicidade Após um mês de calma em agosto, as forças militares dos Estados Unidos atacaram na segunda-feira o estratégico Estreito de Ormuz e o Irã atingiu, em retaliação, alvos americanos na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos .
Na segunda-feira, o presidente iraniano já havia declarado que não interessa a Teerã prolongar a guerra contra Washington.
Continua após a publicidade ‘Cúpula anti-EUA’ Dezessete chefes de Estado, incluindo os líderes da Rússia , Irã , China , Índia , Paquistão e Turquia, estão em Bishkek para participar da reunião que marca os 25 anos da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), uma cúpula apelidada de “anti-Estados Unidos” por pretender atuar como um contraponto à influência ocidental.
Entre os vários encontros bilaterais previstos, Putin tem na agenda, além do encontro com o iraniano Pezeshkian, uma reunião com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan , para tratar da guerra na Ucrânia , segundo o Kremlin.
O conflito, que não mostra qualquer sinal de apaziguamento, já entra em seu quinto ano.
Continua após a publicidade A Turquia recebeu várias rodadas de negociações para tentar acabar com o conflito mais violento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Mas as conversas diplomáticas, sob mediação americana, permanecem estagnadas.
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