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Brasil pede "diálogo" na OEA para lidar com situação na Nicarágua

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Brasil pede "diálogo" na OEA para lidar com situação na Nicarágua

O governo brasileiro defende o “diálogo” e “abordagem construtiva baseada em avaliação técnica” para lidar com a atual situação na Nicarágua , onde o atual governo do país ameaça impedir a participação de opositores nas eleições.

A manifestação aconteceu nesta terça-feira (19/8) durante reunião do Conselho Permanente da Associação de Estados Americanos (OEA).

No encontro da organização, o Brasil manifestou preocupação com a “persistente erosão dos princípios democráticos” na Nicarágua.

Ainda assim, foi o único país a ser contra uma reunião de emergência de chanceleres dos países membros da OEA.

Ao anunciar o posicionamento brasileiro, o representante do país na organização, embaixador Benoni Belli, defendeu que este não é o momento “adequado” para a reunião de ministros das Relações Exteriores.

“Não acreditamos que tenham hajam sido esgotadas as possibilidades de atuação no plano do Conselho Permanente e da Secretaria Geral da OEA.

Por esse motivo, não entendemos ser o momento adequado para convocar reunião de ministros das Relações Exteriores.

Tal conduta destoa das melhores práticas diplomáticas”, afirmou Belli durante intervenção.

“Ao invés de contribuir para uma solução consistente e sustentável, opta-se por precipitar o processo negociar em favor de ganhos de visibilidade, política imediata, em detrimento de medidas efetivas para a garantia dos direitos do povo nicaraguense”.

Mesmo com a oposição do Brasil, a resolução que convocou a reunião de chanceleres foi aprovada por 29 dos 31 países que participaram da sessão.

O México se absteve.

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Na visão do governo de Daniel Ortega e Rosario Murillo — presidente e copresidente de Nicarágua —, a reforma constitucional é vista como uma forma de proteger as eleições no país.

Ao anunciar as discussões sobre a mudança na Assembleia Nacional, o governo sandinista disse que o objetivo é tornar o pleito nicaraguense em “livre, digno e soberano”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.

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