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MPF pede à Justiça plano obrigatório de acolhimento a migrantes após caso de mulher que morou 6 meses em aeroporto de Belém

G1 Pará ·
MPF pede à Justiça plano obrigatório de acolhimento a migrantes após caso de mulher que morou 6 meses em aeroporto de Belém

MPF pede à Justiça que torne obrigatório plano de acolhimento a migrantes e combate ao tráfico de pessoas no Pará MPF O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal que homologue o plano conjunto de acolhimento a migrantes e combate ao tráfico de pessoas no Pará.

O órgão citou, entre os casos que demonstram a necessidade de uma estrutura permanente de atendimento, o da cidadã de Serra Leoa que passou meses dormindo no Aeroporto Internacional de Belém sem assistência social ou consular adequada. (Entenda mais abaixo) A medida pretende tornar obrigatórias para a União, o governo do estado e a Prefeitura de Belém as metas e ações previstas no documento.

O g1 entrou em contato com a prefeitura de Belém e o governo do estado solicitando um posicionamento sobre o caso, mas ainda não obteve retorno até a última atualização da reportagem.

O pedido foi feito pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), órgão do MPF responsável pela defesa dos direitos humanos.

Além da homologação, o Ministério Público solicitou a aplicação de uma multa de R$ 72 mil para cada um dos três entes públicos pelo atraso de 72 dias na apresentação do plano.

Ao todo, a cobrança chega a R$ 216 mil.

A manifestação faz parte de uma ação judicial que cobra a estruturação permanente de serviços destinados à proteção de migrantes e vítimas ou potenciais vítimas do tráfico de pessoas, entre eles os Postos Avançados de Atendimento Humanizado ao Migrante (PAAHM). ✅ Clique e siga o canal do g1 Pará no WhatsApp LEIA TAMBÉM: Após seis meses vivendo no aeroporto de Belém, mulher de Serra Leoa consegue passaporte e embarque para o Panamá MPF teme que medidas não saiam do papel Estrangeira vive há seis meses no Aeroporto de Belém após problemas com visto Para o MPF, apesar de União, estado e município terem apresentado uma proposta conjunta, é necessário que a Justiça acompanhe o cumprimento das medidas para garantir que as ações sejam efetivamente colocadas em prática.

O procurador regional dos Direitos do Cidadão no Pará, Sadi Machado, citou como exemplo o caso de uma cidadã de Serra Leoa que passou meses dormindo no Aeroporto Internacional de Belém sem receber assistência social ou consular adequada.

Segundo o MPF, a mulher deixou o aeroporto em um táxi com destino desconhecido, sem que a situação tivesse sido solucionada.

Para o órgão, o episódio aumentou a vulnerabilidade da migrante e evidencia falhas na rede de proteção.

Ainda de acordo com o Ministério Público, a única alternativa oferecida pelo poder público foi uma vaga em abrigo para passar a noite.

Não teriam sido garantidos atendimento durante o dia, alimentação ou auxílio para a emissão de documentos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Pará.

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