Após a aprovação do fim da 6×1 na CCJ, Boulos manda recado à oposição: “Dias contados”
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos , comemorou nesta quarta-feira (2) a aprovação pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, da PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho sem corte nos salários.
Em conversa com jornalistas logo após a votação, no tradicional “quebra-queixo” do Congresso, Boulos afirmou que a jornada que obriga milhões de brasileiros a trabalhar seis dias para descansar apenas um está com os “dias contados” no país.
“O povo, os trabalhadores querem mais tempo de descanso, querem um dia a mais de descanso, querem esse suspiro de liberdade”, afirmou.
A PEC 221/2019 foi aprovada em votação simbólica e agora segue para o plenário do Senado.
É justamente nessa etapa que se concentra a próxima batalha política do governo Lula.
Boulos cobrou do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP) , que coloque a proposta em votação ainda durante o esforço concentrado do Congresso, antes que os parlamentares mergulhem de vez nas campanhas eleitorais.
“O que a gente espera é que ainda essa semana , no esforço concentrado, entre hoje e amanhã, seja pautada no plenário do Senado Federal e seja aprovada”, disse.
Segundo o ministro, o diálogo com Alcolumbre está sendo conduzido pelo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães .
Boulos afirmou esperar que o presidente do Senado tenha “sensibilidade” para pautar o texto.
“Ouviu as ruas” Boulos avaliou que a votação na CCJ refletiu uma reivindicação que há tempos mobiliza trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais.
“O sentimento da maioria do Senado Federal, como aliás já foi na Câmara dos Deputados, ouviu as ruas, ouviu os trabalhadores brasileiros pelo fim da escala 6×1”, declarou.
Para o ministro, o Senado se colocou “em sintonia com a sociedade brasileira” e também com a posição defendida pelo governo Lula de reduzir a jornada sem diminuir salários.
Boulos também rebateu o argumento de setores da oposição de que a votação teria caráter eleitoral.
Na avaliação do ministro, adiar a análise da PEC para depois das eleições é que impediria os trabalhadores de conhecer a posição dos candidatos sobre o tema antes de votar.
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