Renan Santos sobre Vorcaro: 'Começa a ficar muito parecido com o Epstein'
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e conversas vazadas sobre festas e exploração de mulheres ganhou contornos semelhantes ao escândalo de Jeffrey Epstein nos Estados Unidos, avaliou Renan Santos, do Missão, no Alt Tabet , programa do Canal UOL .
Ao comentar o impacto político do episódio e a reação de diferentes campos ideológicos, Santos disse ver um padrão de "vista grossa" quando denúncias atingem aliados. Para ele, o tema pode atravessar direita, esquerda e centro.
A coisa começa a ficar muito parecida com o Epstein. Estamos falando de um agente corruptor que tinha boa parte da política e do empresariado na mão, organizando festas. [...] Você vai ver essa mesma história acontecer aqui. O Vorcaro, ele corrompeu todo mundo. O Vorcaro tinha relações com todo mundo. Renan Santos
Santos comparou o cenário ao debate nos Estados Unidos sobre Epstein, que, segundo ele, começou associado aos democratas e depois "cruzou de linha" quando passou a atingir Donald Trump. Para o entrevistado, o mesmo mecanismo pode se repetir no Brasil.
Quando chegou no Trump a direita americana... ficou quieta. Porque chegou no Trump. Eles eram amigos. [...] Porque saíram com essas meninas, gente de direita, esquerda e do centro. Renan Santos
Na sequência, ele projetou que Vorcaro pode virar personagem 'folclórico' e que o país tende a transformar escândalos em piada, em vez de tomar 'posições duras'.
Vai ser solto. E vou falar, vão fazer um filme dele, tipo O Lobo de Wall Street, e mais, ele será quase, não apenas perdoado, ele vai ser quase canonizado. [...] A gente só sobrevive no Brasil fazendo piada da própria dor. Renan Santos
Eu não vou votar. A última vez eu pedi voto nulo. Dessa vez eu tô falando: votem em quem quiserem. Renan Santos
Ao comentar riscos institucionais e o cenário de poder no Congresso, ele avaliou que "o perigo do acúmulo do poder" seria maior com Flávio Bolsonaro (PL), que teria amplo apoio no Senado e na Câmara.
Eu acho, em termos de acúmulo de poder, o perigo do acúmulo do poder, do acúmulo específico, é maior com o Flávio. Eu acho isso aqui, da turma do PT, é o maior argumento que eles têm. Porque com o Lula, se o Lula ganhar a eleição, o Lula não tem poder pra passar PEC, pra passar nada. Renan Santos
Renan afirmou que evita sinalizar a seus seguidores qualquer tipo de alinhamento com projetos que não sejam o dele. Para ele, a decisão tem a ver com a responsabilidade de liderar um partido e preservar a construção de um "campo" próprio.
Eu não quero, em nenhuma medida, sinalizar para as pessoas que nos seguem, que foram extremamente rígidas com a construção de um projeto novo, que eu vou me acoplar a outro projeto, mesmo não me acoplando. Renan Santos
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