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Empresário que fez pagamentos a fundo de advogado de Eduardo fecha delação

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Empresário que fez pagamentos a fundo de advogado de Eduardo fecha delação

Delação de Antonio Carlos Freixo Júnior foi encaminhada ao gabinete do ministro André Mendonça, do STF

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O dono da Entre Investimentos e Participações, Antonio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, fechou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo O Globo , ele confirmou aos investigadores que fez pagamentos ao fundo Havengate, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e administrado pelo advogado de imigração Paulo Calixto, próximo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

O acordo de delação foi encaminhado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

A expectativa dos investigadores é que a delação de Freixo Júnior, que não está preso e também não utiliza tornozeleira eletrônica, possa ajudar a obter os registros da movimentação do fundo Havengate nos Estados Unidos.

O objetivo é saber se o dinheiro dado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, foi de fato usado para financiar a produção de Dark Horse , filme inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro, ou se teria sido usado para custear os gastos de Eduardo Bolsonaro no exterior.

De acordo com informações do site Intercept Brasil , Vorcaro transferiu aproximadamente 60 milhões de reais entre fevereiro e maio de 2025 para a produção do filme sobre Jair Bolsonaro — parte de um pedido original de 24 milhões de dólares, cerca de 134 milhões de reais, feito por Flávio Bolsonaro.

Ao menos uma parcela desses valores teria sido enviada para o fundo Havengate Development Fund LP, nos Estados Unidos, ligado ao advogado Paulo Calixto, que representa Eduardo Bolsonaro no Texas.

A PGR assinou um acordo de delação premiada com João Carlos Mansur, ex-dono da gestora de fundos Reag.

As investigações apontam Mansur como o responsável por estruturar a teia de fundos que abasteceu o Master.

Mansur disse ter informações sobre cerca de 20 bilhões de reais em ativos que estariam ocultos no Brasil em nome de terceiros e por meio de fundos.

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