Muito mais que um 10 perfeito: Medina está de volta e o tetra está vivo
E acho que podemos dizer isso depois do que o tricampeão mundial fez em Fiji. O título não veio, é verdade. Mas o vice-campeonato mostrou algo muito mais importante neste momento: Medina está recuperado do que aconteceu em sua vida pessoal, voltou a competir bem, voltou a surfar em alto nível e está novamente na briga pelo tetracampeonato.
No último dia, foram três baterias. Nas quartas, passou por Kauli Vaast, campeão olímpico e especialista em ondas pesadas, por 15,66 a 7,33, com um 9,33.
Na semifinal, foi quase perfeito contra Griffin Colapinto: 19,04 pontos, com 9,77 e 9,27.
E aí veio a final. Contra Cole Houshmand, faltou uma segunda nota forte. Mas Medina encontrou uma onda perfeita de Cloudbreak, ficou lá dentro e saiu com um 10 perfeito.
Depois da etapa, Medina publicou uma mensagem que, para mim, resume muito bem o momento.
Essa semana significou muito mais do que um resultado. Depois de tudo que aconteceu, voltar a competir bem, sentir aquela adrenalina de novo e conseguir um 10 foi especial demais. É uma sensação que eu tava com saudade de viver Gabriel Medina
Ainda não acabou. Na verdade, sinto que tô só começando a voltar pra onde eu quero estar
A diferença para Italo Ferreira, líder do ranking, ainda é grande. Mas os descartes vão entrar na conta e ainda faltam cinco etapas. Em três delas, Medina já foi campeão.
O tetracampeonato está vivo. E, mais importante, Medina voltou a surfar como Medina.
Depois de tudo que aconteceu, voltou a vencer baterias, voltou a disputar uma final e voltou a fazer aquilo que parece tão natural quando as ondas ficam perfeitas.
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