Como a JHSF construiu um trimestre de R$ 985 milhões – de Punta a Milão
Resultado representa alta de 81% na comparação anual, no melhor segundo trimestre de sua história
A JHSF encerrou o segundo trimestre com receita bruta de R$ 985 milhões, alta de 81% na comparação anual, no melhor segundo trimestre de sua história. O Ebitda ajustado — lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — mais que dobrou, para R$ 502 milhões, enquanto o lucro líquido avançou 81%, para R$ 444 milhões.
O salto do resultado teve uma contribuição importante da incorporação. No trimestre, a companhia reconheceu contabilmente parte da primeira tranche da venda de estoques do Boa Vista Estates para sua gestora, a JHSF Capital. Mas os negócios de renda recorrente, que vêm ganhando peso na estratégia da companhia, também cresceram: a receita bruta avançou 30%, para R$ 439 milhões, e o Ebitda ajustado subiu 31%, para R$ 197 milhões.
É justamente nessa segunda frente que a companhia concentra boa parte de seus planos para os próximos anos.
Os ativos de renda recorrente já têm uma geração estabilizada de Ebitda de R$ 750 milhões. Com os projetos contratados e em desenvolvimento, a expectativa é levar esse número a R$ 2 bilhões em até cinco anos. A conta inclui a expansão de shoppings, hotéis, aeroporto, clubes (focados em surfe e tênis) e residências para locação, além do crescimento da gestora.
A estratégia é resultado de uma transformação que a JHSF vem conduzindo. A companhia nasceu concentrada no desenvolvimento imobiliário e continua tendo a incorporação como uma de suas principais atividades. Ao longo dos anos, porém, adicionou negócios com foco na alta renda capazes de gerar receita independentemente dos ciclos de lançamentos imobiliários.
Primeiro vieram os shoppings . Depois, hospitalidade e gastronomia , com o Fasano, seguidas pelo Aeroporto Catarina , clubes (focados em especialidades como tênis e surfe) , residências para locação e, mais recentemente, a gestora de recursos .
Segundo Augusto Martins, CEO da JHSF, a diversificação permite reduzir a exposição da companhia aos ciclos do mercado imobiliário e, ao mesmo tempo, escolher melhor o momento para colocar novos empreendimentos à venda. “Se a companhia fosse puramente de incorporação, faça chuva, faça sol, todo trimestre a gente teria que lançar os produtos, independentemente do momento de mercado e da relação de oferta e demanda”, diz.
Com uma base maior de resultado recorrente, a JHSF pode preservar os estoques e evitar lançamentos em momentos menos favoráveis. "Nos preparamos para desafios futuros em um país de ciclos longos e juros altos", prossegue.
No segundo trimestre, os shoppings responderam por 29% do Ebitda ajustado dos negócios recorrentes. Aeroporto representou 28%; residências e clubes, 27%; hospitalidade e gastronomia, 14%; e a JHSF Capital, 2%.
Nos shoppings, a receita bruta avançou 10% no segundo trimestre, para R$ 106 milhões. As vendas dos lojistas cresceram 6%, para R$ 1,2 bilhão, e o aluguel mesmas lojas, medido pelo SSR, aumentou 10,7%.
A ocupação do portfólio ficou em 98,2%.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.