Festival de Olivia Rodrigo arrecada US$ 10 milhões para causas femininas
O Daisy Chain Fields , festival idealizado por Olivia Rodrigo , abre os portões pela primeira vez hoje, 29 no Great Park, em Irvine, na Califórnia.
Para além de seu lineup recheado apenas por nomes femininos de peso de diferentes gêneros musicais, o evento já alcançou o marco de arrecadação de US$ 10 milhões (cerca de R$ 51,9 milhões), destinados para organizações voltadas à saúde e aos direitos de mulheres e meninas.
O número foi revelado em coletiva de imprensa ontem, 28, em Santa Monica, na qual a cantora deu as boas notícias rodeada por representantes das dez organizações beneficentes amparadas.
“As organizações com as quais firmamos parceria realizam um trabalho incrivelmente importante todos os dias, nos EUA e no mundo todo.
Sou muito grata a cada pessoa que comprou um ingresso, a cada artista que abriu mão de seus cachês, a cada patrocinador que aderiu a um festival totalmente novo e a cada doação que ajudou a chegar a 10 milhões de dólares para apoiar mulheres e meninas”, afirmou Rodrigo .
“Mal posso esperar para ver vocês amanhã”, completou.
O lucro líquido do festival será integralmente dividido entre dez organizações: Baby2Baby , que fornece fraldas, fórmula, roupas e alimentos para crianças em situação de vulnerabilidade; Black Mamas Matter Alliance , voltada à saúde de mães negras; Center For Reproductive Rights , FreeFrom , Jhpiego , Johns Hopkins Center For Indigenous Health , National Domestic Workers Alliance , National Institute for Reproductive Health , National Women’s Law Center , e a popular Planned Parenthood , instituição de auxílio médico para saúde reprodutiva feminina que sofre forte boicote de auxílio governamental desde o início do segundo governo de Donald Trump .
Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Hollywood Reporter (@hollywoodreporter) Segundo o The Hollywood Reporter , a cantora ressaltou que o festival foi “criado para celebrar o poder do que pode acontecer quando nos unimos para nos apoiar mutuamente.” Inspirado nas edições do Lilith Fair dos anos 1990 e 2000, o evento nasceu, segundo Rodrigo , da “crença de que alegria, comunidade e criatividade podem inspirar mudanças significativas”.
O festival feminista nasceu em 1996, quando a cantora Sarah McLachlan enfrentava a resistência de promotores e emissoras de rádio que se recusavam a colocar duas artistas mulheres em sequência em um line-up.
Para testar a tese contrária, a artista reuniu Paula Cole , Lisa Loeb e Suzanne Vega em uma pequena turnê, com um show em Vancouver que passou a ser chamado informalmente de “Lilith Fair” e atraiu mais de 10 mil pessoas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em rollingstone.com.br — o conteúdo pertence a Rolling Stone Brasil.