Alemanha abre investigação de terrorismo após duas tentativas de sabotagem contra sua rede elétrica
Rússia ataca Kiev pelo sexto dia seguido e mata 12 pessoas A polícia da Alemanha investigava nesta quarta-feira (2) uma segunda tentativa de sabotagem contra a rede elétrica do país em menos de 24 horas.
A investigação ocorre um dia depois de o governo alemão acusar a Rússia de estar por trás de uma tentativa de ataque com drone em um aeroporto. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Os episódios acontecem em um momento de tensão na Alemanha.
O partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), que defende uma aproximação com Moscou, aparece na liderança das pesquisas antes de uma eleição estadual neste fim de semana.
Ao mesmo tempo, autoridades alemãs alertam para o aumento da ameaça de uma guerra híbrida, que combina ações convencionais com ataques cibernéticos, sabotagens e campanhas de desinformação.
Na terça-feira (1º), o governo alemão afirmou ter concluído que a Rússia estava por trás da tentativa de ataque com drone contra um avião de carga ucraniano no aeroporto de Leipzig/Halle, ocorrido no mês passado.
Nesta quarta, a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, disse que o episódio tinha todas as características de um ato de terrorismo patrocinado por um Estado.
Moscou nega as acusações e afirma que não há provas de que tenha participado do ataque.
As autoridades alemãs, porém, elevaram o nível de alerta para possíveis ações contra infraestruturas consideradas essenciais.
A Rússia convocou o embaixador alemão para prestar esclarecimentos. 'Vandalismo premeditado' A polícia local informou que investiga um ato de "vandalismo premeditado" contra a infraestrutura técnica de uma subestação de energia perto de Bergheim, no oeste do país.
O incidente ocorreu por volta das 15h, no horário de Brasília, na última terça-feira (1°).
Um porta-voz da polícia não informou qual foi o dano causado, mas afirmou que o fornecimento de energia na região não foi interrompido.
A Amprion, empresa responsável pela operação de parte da rede elétrica alemã e controlada majoritariamente pela RWE, afirmou que provavelmente houve interferência externa.
Segundo a companhia, o fornecimento de energia e a estabilidade da rede foram mantidos durante todo o episódio.
A RWE afirmou separadamente que o incidente provocou a saída da rede de cinco unidades de usinas termelétricas movidas a lignito, com capacidade total de 4.200 megawatts.
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