sábado, 17 de outubro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Política

Pesquisa Atlas Intel indica empate ainda mais apertado entre Raquel Lyra e João Campos em Pernambuco; conheça os perfis dos eleitores de cada um

Por Redação 5News · · com informações de Brasil de Fato
Pesquisa Atlas Intel indica empate ainda mais apertado entre Raquel Lyra e João Campos em Pernambuco; conheça os perfis dos eleitores de cada um

Pesquisa Atlas Intel mostra corrida praticamente empatada entre Raquel Lyra e João Campos em Pernambuco

Divulgada nesta terça-feira, a segunda rodada de pesquisa conduzida pela Atlas/Intel confirma o que levantamentos anteriores já indicavam: a disputa pelo governo de Pernambuco segue marcada por um equilíbrio extraordinário entre os dois principais concorrentes. A distância entre a governadora Raquel Lyra e o ex-prefeito João Campos praticamente desapareceu. Enquanto uma semana atrás o hiato era de aproximadamente 3 pontos percentuais, o novo levantamento aponta uma diferença de apenas 1,2 ponto, deixando a campanha em um cenário de máxima indefinição.

A pesquisa coloca Lyra com 48,6% das intenções de voto (49,1% considerando apenas votos válidos), mantendo uma pequena vantagem sobre Campos, que registra 47,4% (47,9% de válidos). A comparação com o levantamento realizado há uma semana revela dinâmicas distintas para cada candidato: enquanto Lyra praticamente não oscilou, variando apenas 0,1 ponto percentual para baixo, Campos apresentou crescimento notável, ganhando 1,8 ponto percentual. Essa trajetória sugere movimento em favor do ex-prefeito do Recife ao longo dos últimos dias.

Quadro geral da intenção de voto

Além dos dois nomes que polarizam o pleito pernambucano, o levantamento captou votos dispersos entre outros candidatos. Ivan Moraes, representando o Psol, ocupa a terceira posição com 2,1% (2,2% de votos válidos), apresentando uma oscilação positiva de 0,1 ponto. Renan Hallais, pela Missão, aparece com 0,8% das intenções. O contingente de eleitores que ainda não tomou decisão representa 0,2% da amostra, enquanto aqueles que pretendem votar em branco ou anular o voto chegam a 0,9%.

Vale notar que quatro candidatos não pontuaram neste levantamento: Camila Falcão pela Unidade Popular, Guilherme Fonseca do PSTU, Victor Assis pelo PCO e Jeremias do Banco pelo Democrático. Esses números refletem a concentração de preferências nos dois nomes principais da corrida.

A pesquisa envolveu 1.836 eleitores consultados exclusivamente por formulário online entre os dias 15 e 20 de setembro. O índice de confiança estabelecido para o levantamento foi de 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Simulação de segundo turno reforça o empate técnico

Quando perguntados em um cenário de segundo turno hipotético entre Raquel Lyra e João Campos, a dinâmica pouco muda. A governadora seria a preferida de 49,2% dos eleitores consultados, registrando uma oscilação negativa de 0,9 ponto em relação ao levantamento anterior. Campos, por sua vez, seria escolhido por 48,5% dos respondentes, com acréscimo de 1,2 ponto percentual.

Neste cenário, haveria 0,9% de indecisos e 1,3% que manifestariam voto branco ou nulo. Considerando apenas os votos válidos, Lyra chegaria a 50,4% e Campos a 49,6%, uma diferença de menos de 1 ponto percentual. Como essa margem é inferior ao intervalo de confiança do levantamento (2 pontos percentuais), os dois candidatos encontram-se tecnicamente empatados segundo todos os critérios estatísticos da pesquisa.

Rejeição aos candidatos permanece equilibrada

Quando questionados sobre a possibilidade de votar em cada um dos dois postulantes, os eleitores revelaram graus de rejeição relativamente semelhantes. Aproximadamente 34,6% afirmaram que não há qualquer probabilidade de apoiar João Campos nas urnas. Raquel Lyra, por sua vez, é rejeitada por 31,3% dos respondentes. Essa proximidade nas taxas de rejeição aprofunda ainda mais o cenário de indefinição que marca a campanha.

Avaliação da gestão Lyra divide o eleitorado

Perguntados especificamente sobre os aproximadamente três anos e nove meses de gestão de Raquel Lyra no governo estadual, os eleitores apresentaram opiniões fragmentadas. Uma pluralidade, correspondente a 44% do total, aprovou a administração, classificando-a como ótima ou boa. Um terço, 30%, considerou a gestão regular. Os críticos da administração, que a avaliam como ruim ou péssima, representam 27% da amostra.

Quando o quesito muda para a conduta pessoal da governadora, a aprovação sobe alguns pontos. Mais da metade dos consultados, precisamente 52%, expressam aprovação de seu desempenho, enquanto 42% desaprovam. Uma pequena parcela de 6% declarou não saber responder à pergunta.

Preocupações predominantes do eleitorado pernambucano

Ao serem interrogados sobre quais questões mais as afligem no estado, os entrevistados tiveram permissão para selecionar até três tópicos de sua preferência. A segurança pública emergiu como o problema mais mencionado, com 53,3% dos respondentes apontando a criminalidade. Logo em seguida, a dificuldade no acesso a serviços de saúde recebeu 46,6% das menções, revelando uma população preocupada com questões fundamentais.

Destoando significativamente em termos numéricos, a qualidade da educação aparece como terceira maior preocupação, alcançando 26,3% das referências dos eleitores.

Contexto político e histórico da disputa

Pernambuco vivencia uma das eleições governamentais mais competitivas dos últimos anos, com a polarização entre dois nomes que representam forças políticas distintas. Raquel Lyra, do PSD, é a primeira mulher eleita governadora do estado após sua vitória em 2022. João Campos, do PSB, consolidou-se como figura proeminente no cenário político pernambucano durante seus mandatos como prefeito do Recife, maior município do estado. Ambos carregam trajetórias consolidadas e baseados eleitorais próprios, o que explica tanto o equilíbrio quanto a persistência do empate em sucessivos levantamentos.

A pesquisa foi realizada integralmente por meio de questionário digital, refletindo a adoção crescente de metodologias online na pesquisa eleitoral brasileira. O índice de confiança de 95% mantém o intervalo de margem de erro em 2 pontos percentuais para ambas as direções, significando que qualquer movimento de até esse patamar não pode ser considerado alteração real da preferência eleitoral.

O que acompanhar

Os próximos passos da campanha pernambucana tendem a ser marcados por uma aceleração no ritmo das atividades dos candidatos, com ênfase em estratégias que busquem romper o empate extremamente apertado. Levando em conta as preocupações predominantes identificadas na pesquisa - criminalidade e saúde - espera-se que ambas as campanhas intensifiquem mensagens sobre capacidade para resolver esses gargalos.

Novos levantamentos em breve indicarão se o movimento favorável a Campos observado entre os dois últimos levantamentos continua ou se estabiliza, bem como se e como a fração ainda indecisa de eleitores tende a se distribui. O desempenho de Ivan Moraes e dos demais candidatos menores também merece acompanhamento, especialmente em um cenário tão polarizado, onde cada voto conta significativamente na aritmética eleitoral.

Principais pontos:

• A pesquisa Atlas/Intel aponta empate técnico praticamente irredutível entre Raquel Lyra (48,6%) e João Campos (47,4%), com diferença de apenas 1,2 ponto percentual

• Na simulação de segundo turno, o cenário persiste praticamente idêntico, com Lyra em 49,2% e Campos em 48,5%, ambos os candidatos tecnicamente empatados dentro da margem de erro

• As preocupações centrais do eleitorado pernambucano concentram-se em segurança pública (53,3%) e acesso à saúde (46,6%), seguidas por educação (26,3%)

• A rejeição aos candidatos mantém-se equilibrada, com 34,6% rejeitando Campos e 31,3% rejeitando Lyra, reforçando o cenário de máxima indefinição na campanha

Ler a notícia completa no Brasil de Fato ›

Matéria produzida pela Redação 5News com apoio de inteligência artificial a partir da apuração de Brasil de Fato — os fatos do episódio vêm da matéria original; o contexto usa informação pública consolidada. Veja nossa política editorial. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.brasildefato.com.br — o conteúdo pertence a Brasil de Fato.

Mais de Brasil de Fato

Ver tudo ›

Mais em Política

Ver tudo ›