Startup quer levar risco climático para decisões de crédito e seguros
Mauricio Rodrigues, CEO da ESGreen | Foto: OKM Fotografia / Febraban Tech O avanço dos eventos climáticos extremos está fazendo com que o risco climático deixe de ser uma questão restrita à agenda ambiental e passe a ocupar espaço em decisões financeiras e de negócios.
Seca, enchentes, incêndios e ondas de calor podem afetar a produção, o valor de ativos, a renda e, consequentemente, a capacidade de pagamento de pessoas e empresas.
É nesse contexto que a ESGreen quer levar a inteligência climática para dentro das decisões de bancos e seguradoras.
A startup lançou na semana passada, durante a Febraban Tech 2026, em São Paulo, o IRC-ESGreen (Índice de Risco Climático), uma infraestrutura que combina dados climáticos, ESG e operacionais para avaliar e monitorar riscos de pessoas físicas e jurídicas.
O modelo utiliza dados climáticos atualizados diariamente e modelos preditivos capazes de projetar cenários de risco inicialmente para períodos de 7, 15, 30 e 60 dias.
“O mercado normalmente trabalha com grandes estruturas computacionais e modelos que olham para o passado e, a partir daí, fazem projeções estatísticas para o futuro.
Diante da mudança climática que estamos vivendo, entendemos que isso já é insuficiente para uma gestão efetiva desse risco”, afirma Mauricio Rodrigues, CEO da ESGreen .
O lançamento da solução acontece em um momento em que as condições climáticas extremas têm sido intensificadas no Brasil em decorrência do El Niño.
Da última vez que esse fenômeno aconteceu, entre 2023 e 2024, o país sofreu impactos intensos, como as enchentes no Rio Grande do Sul, além de secas severas na Amazônia e no Nordeste.
Para este ano, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) já está classificando o fenômeno como um “Super El Niño”, com aumento das ondas de calor.
A expectativa é que o aumento de eventos climáticos extremos faça crescer também a demanda por soluções tecnológicas capazes de mitigar o problema, em especial na área de inteligência de dados.
Da previsão climática ao risco financeiro No modelo do IRC-ESGreen, 60% da composição do índice está relacionada a riscos climáticos, 30% a riscos ESG e 10% a riscos operacionais.
A ideia é cruzar essas diferentes camadas para entender não apenas a ocorrência de um evento climático, mas seu possível impacto econômico.
“Não estamos olhando apenas para o que aconteceu naquela propriedade ou empresa no passado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em startups.com.br — o conteúdo pertence a Startups.com.br.