Fundador não quer deixar a Bolt morrer — e abriu nova captação para isso
Ryan Breslow.
Foto: divulgação Existe um tipo de captação que diz menos sobre o futuro da empresa e mais sobre a obstinação de quem a comanda.
É o caso da rodada bridge de US$ 27 milhões que a fintech de pagamentos e checkout Bolt está anunciando para bancar uma nova tentativa de reação no mercado.
Segundo reportou o TechCrunch , o dinheiro vem de investidores atuais e está estruturado como nota conversível — ou seja, virará participação com desconto quando a companhia fechar a segunda tranche de sua série E.
Detalhe, a primeira parte da série E foi em 2022, e o CEO Ryan Breslow tentou sem sucesso uma série F em 2024.
Apesar dos red flags, Ryan está disposto a colocar seu próprio dinheiro na reta para mostrar que dessa vez será diferente.
Ele é um dos principais fiadores da rodada, tirando US$ 5 milhões do próprio bolso.
“Eu acredito na Bolt mais do que qualquer um poderia imaginar.
Acredito que a Bolt vale a pena ser salva”, disse.
Breslow estima que os cerca de 100 investidores da companhia somem ao menos US$ 15 milhões, embora reconheça que nem todos devem entrar.
Também não revelou quanto caixa a empresa ainda tem, limitando-se a afirmar que está perto da rentabilidade e voltando a crescer depois de anos de receita em queda.
Segundo o comunicado da Bolt , o dinheiro serve para capitalizar marcos operacionais recentes e quitar “obrigações legadas”, expressão que ele não quis detalhar.
A missão pessoal O contexto ajuda a entender por que a coisa toda tem ares de cruzada.
Breslow deixou o comando em 2022, em meio a atritos com investidores e disputas judiciais, e voltou ao cargo de CEO em março de 2025 .
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