PIB do Brasil desacelera e sobe 0,5% no 2º trimestre. Como afeta o seu bolso?
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, indicador mais importante do avanço da economia do país, cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, apontou o Instituto Brasileiro de Greografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1).
O dado desacelerou em relação ao trimestre anterior, quando o avanço foi de o avanço foi de 1,1%.
No entanto, o PIB atingiu patamar recorde na série histórica, iniciada em 1996.
A mediana das previsões de 62 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor apontava para um crescimento de 0,4% no segundo trimestre.
Assim, o PIB veio um pouco maior que o esperado, mas dentro do intervalo das projeções, que variavam de 0,2% a 0,7%.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o PIB avançou 2%, ante expectativa reunida pelo Valor de crescimento de 1,8%.
O intervalo das previsões era de alta de 1,2% a 2,4%.
A alta de 0,5% do PIB no segundo trimestre ante o primeiro trimestre foi marcada pela expansão de 2,8% na agropecuária, de 0,2% em serviços e de 0,1% na indústria.
Em contrapartida, houve recuo de 0,4% no consumo das famílias no mesmo período.
Como afeta o bolso do investidor? O fato de o PIB ter vindo um pouco acima das expectativas dos economistas, mas dentro do intervalo das projeções, é importante porque reduz surpresas, em um momento em que os investidores e o Banco Central estão especialmente atentos à inflação.
Quando o PIB avança, a demanda das pessoas sobe, aumenta a dificuldade para as empresas atenderam à demanda e a inflação pode acelerar.
Assim, um número muito acima do esperado pode reforçar a percepção de uma economia ainda aquecida e elevar as apostas de que o Banco Central manterá a Selic, a taxa referência para os juros da economia, alta por mais tempo, para controlar a inflação.
Já um indicador dentro das expectativas reforça as apostas de que o Banco Central cortará os juros no país.
Na semana passada, o IBGE divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação do Brasil, caiu 0,40% em agosto.
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