Policial preso por liberar muamba tinha empresa transportadora de cargas
O policial civil Bruno Moreno dos Santos ( imagem em destaque ), preso sob suspeita de cobrar propina para liberar cargas de eletrônicos de descaminho , tinha um negócio justamente no ramo dos caminhões que estão no centro de uma investigação sobre transporte rodoviário de cargas.
Documentos obtidos pela coluna mostram que o investigador mantinha um CNPJ cujo objeto social, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado ( Gaeco ), é justamente o transporte de cargas.
A coincidência chamou a atenção dos promotores e, segundo o próprio Ministério Público de São Paulo ( MPSP ), “reclama esclarecimento à luz do objeto da investigação”.
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1 de 12 Viatura escolta carga em rodovia de SP Reprodução/MPSP 2 de 12 Carro a Polícia Civil durante escolta de carga de descaminho Reprodução/MPSP 3 de 12 Parte da propina era paga em dinheiro vivo Reprodução/MPSP 4 de 12 Prefeito exonerou então secretário-adjunto de Segurança Urbana Reprodução/Diário Oficial de São Sebastião 5 de 12 Em rede social, policial incluiu cargo assumido no litoral Reprodução/Instagram 6 de 12 Em mensagem, advogado fala sobre pagamento de "acerto" com policiais Reprodução/MPSP 7 de 12 Advogado Sidiclei da Costa Almeida Reprodução/MPSP 8 de 12 Investigador José Adriano Pereira da Silva Nishi Reprodução/MPSP 9 de 12 Policial Civil Bruno Moreno dos Santos Reprodução/MPSP 10 de 12 Policial civil Vagner Ramalho Reprodução/MPSP 11 de 12 Empresário Thiago Marcel Magnabosco Reprodução/Instagram 12 de 12 Policial civil foi preso em ação conjunta do Gaeco e Corregedoria da instituição Reprodução/Instagram Bruno foi preso, no último dia 28, na Operação Merx, deflagrada pelo Gaeco com apoio da Corregedoria da Polícia Civil .
O grupo é investigado por interceptar caminhões carregados com eletrônicos de descaminho e exigir propina para devolver toda ou parte da mercadoria.
A defesa dele não foi localizada.
O espaço segue aberto para manifestações.
Apreensão menor Bruno aparece diretamente no primeiro dos episódios reconstruídos a partir da apreensão do celular do empresário Thiago Marcel Magnabosco, apontado como líder do grupo responsável pelas cargas.
Ele seguia foragido até a publicação desta reportagem.
Em 17 de junho de 2024, Bruno figurou como condutor de uma ocorrência na qual foram oficialmente apreendidos 127 celulares.
Segundo o Gaeco, porém, conversas recuperadas pela investigação indicam que a carga era muito maior.
O suposto “acerto” para a liberação teria sido de R$ 400 mil, equivalente a 70% do valor estimado das mercadorias.
As mensagens indicam ainda que uma parcela reduzida seria registrada como apreendida para dar aparência de legalidade à abordagem, enquanto o restante seria devolvido.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.