Democratas prometem investigar 'mercado' de perdões feitos por Trump
Democratas dos EUA prometem investigar um suposto mercado de intermediários para perdões de Donald Trump caso retomem o controle do Congresso nas eleições de novembro.
A promessa veio após uma reportagem do programa 60 Minutes mostrar lobistas oferecendo acesso ao presidente a pessoas condenadas. Os intermediários cobrariam até milhões de dólares para tentar obter perdões presidenciais fora do processo tradicional do Departamento de Justiça.
Jamie Raskin, principal democrata do Comitê Judiciário da Câmara, afirma que o poder de perdão foi transformado em um negócio lucrativo. "Estamos olhando para todos ao longo da linha de montagem da clemência por dinheiro " , disse o deputado por Maryland.
Raskin afirma que os democratas devem priorizar o tema se conquistarem maioria na Câmara nas eleições legislativas de 2026. Hoje, os democratas estão em minoria nas duas Casas e não podem obrigar pessoas a entregar documentos ou prestar depoimento.
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, acusa Trump de vender perdões em um esquema que equivaleria a suborno. Em publicação no X, ele escreveu que o caso será investigado e, se necessário, processado se os democratas retomarem o Congresso.
A reportagem usou câmeras escondidas para registrar conversas entre Ammon Covino, condenado por tráfico ilegal de animais silvestres, e possíveis intermediários. Jack Burkman e Jacob Wohl ofereceram pressionar Trump por US$ 300 mil, com ajuda de pessoas ligadas à Casa Branca e influenciadores do movimento MAGA.
Burkman e Wohl negam participar de um sistema de pagamento por influência e dizem atuar como lobistas dentro da lei. A apuração também mostrou que cerca de 70% dos atos de clemência do segundo mandato de Trump não passaram pelo procedimento tradicional do Departamento de Justiça.
A Casa Branca afirma que mantém uma análise rigorosa, com participação de seu escritório jurídico, do Departamento de Justiça e do responsável pelos perdões. Will Scharf, advogado da Casa Branca, declarou que Trump cumpre suas funções constitucionais de forma ética e que sugerir o contrário é " desinformado ou malicioso " .
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.