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De Guto a Zverev, um resumaço do US Open em 31 parágrafos

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De Guto a Zverev, um resumaço do US Open em 31 parágrafos

O US Open chegou ao fim com uma nova (e esperada) número 1 no feminino e um campeão repetido (e inesperado) no masculino. Houve despedidas emocionantes, polêmicas, emocionantes jogos juvenis, duplas dramáticas, mamilos expostos e muito mais. É hora, então, do tradicional resumaço que revê e avalia boa parte do que rolou no slam que acabou.

1. É obrigatório começar pelos campeões. Alexander Zverev teve um início de torneio turbulento, pouco inspirado, e precisou de dez sets para se livrar de Sonego (que esteve a dois pontos da vitória) e Halys, mas elevou seu nível e aproveitou uma chave bastante amigável. Chegou à final sem enfrentar um top 20 sequer. Uma vez lá, fez uma ótima apresentação para derrubar o empolgado Ben Shelton. Foi consistente, sóbrio, maduro. Entrou em quadra com postura de campeão e saiu do Estádio Arthr Ashe com o troféu nas mãos. Mereceu.

2. Dá para debater por horas (e talvez eu o faça num Café Com o Cossenza em breve) sobre o nível do top 10 atual (e do top 20 também!), mas não é justo tirar o mérito ou colocar asteriscos nas campanhas de Zverev em Roland Garros e Nova York. Seu quadrante no US Open tinha Dimitrov, Musetti, Jódar, Ruud e De Minaur. Podia ter encarado Auger-Aliassime, Mensik, Cobolli ou Fritz na semi. Esse povo todo caiu antes da hora (Ruud nem jogou). Paciência.

3. Zverev, aliás, foi igualmente sóbrio quando, na coletiva, foi indagado sobre se ele seria o melhor tenista do mundo naquele momento. Respondeu que sem Sinner e com Alcaraz voltando de lesão, talvez. E disse que não seria o caso com Sinner na chave. Resumindo? Não se deixou levar pela empolgação do título, o que me parece louvável considerando o timing da pergunta.

4. O título de Elena Rybakina teve uma história bem diferente. A cazaque chegou a Nova York sem saber se conseguiria competir (teve uma lesão em Cincinnati). Além disso, tinha a expectativa de alcançar o número 1 que escapou nos torneios anteriores. Pois Rybakina fez uma segunda semana memorável. Dominou Osaka, bateu Zheng e Gauff de virada e completou a campanha superando Sabalenka. Assume a ponta do ranking de maneira inquestionável, com dois títulos de slam e mais de dois mil pontos de vantagem sobre a bielorrussa.

5. Ben Shelton deu um inegável passo à frente em termos de se colocar como um postulante a um título de slam. Derrotou Carlos Alcaraz (que não era o Alcaraz de antes da lesão, mas Shelton nada tem a ver com isto) em um duelo longo e nervoso e confirmou seu favoritismo na semi contra Tiafoe. É justo imaginar que o americano chegará ao próximo slam (e ao ATP Finals) com outro status, o que pesa a favor internamente ao lhe dar confiança extra e externamente, intimidando o resto do circuito não chamado Sinner, Alcaraz ou Djokovic.

6. Aryna Sabalenka sai de Nova York chamuscada. Nem tanto por terminar uma temporada sem um slam, mas porque mais uma vez deixou de jogar seu melhor tênis em um momento importante, deixando suas oscilações emocionais afetarem seu rendimento de forma extremamente negativa. Já havia acontecido em outras ocasiões neste ano, como em Roland Garros.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.

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