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Donos de veículos elétricos terão de declarar a quilometragem e pagar um imposto adicional por cada distância percorrida

O Antagonista ·
Donos de veículos elétricos terão de declarar a quilometragem e pagar um imposto adicional por cada distância percorrida

A nova regra muda a forma como proprietários de veículos elétricos poderão ser cobrados

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Um carro elétrico que roda todos os dias poderá pagar mais imposto do que outro que quase não sai da garagem. A partir de 1º de abril de 2028 , um novo modelo de cobrança vai usar a distância percorrida como base e exigirá que o proprietário informe a quilometragem do veículo ao sistema fiscal.

A cobrança será aplicada no Reino Unido e recebeu o nome de Electric Vehicle Excise Duty, ou eVED. Ela será adicionada ao imposto anual já cobrado dos veículos, o VED.

O HM Revenue & Customs confirmou a implementação para 1º de abril de 2028 . O governo publicou em julho de 2026 a política e a minuta legal que detalham o novo sistema.

Carros totalmente elétricos pagarão inicialmente 3 pence por milha, enquanto híbridos plug-in pagarão 1,5 pence. Modelos movidos a hidrogênio também entram na faixa de 3 pence por milha.

Para um elétrico que percorra 8 mil milhas por ano , cerca de 12,9 mil km, a cobrança inicial ficaria em aproximadamente £240 anuais , sem contar o imposto veicular comum.

O proprietário informará a leitura do hodômetro e uma estimativa do uso para o período seguinte. Depois, uma nova leitura será usada para comparar a previsão com a distância realmente percorrida.

A resposta oficial do governo britânico também prevê verificação anual da quilometragem, normalmente no MOT, a inspeção periódica dos veículos no país, ou em datas ligadas ao registro nos carros mais novos.

Não. A primeira aplicação é voltada a carros registrados no Reino Unido, e não a todas as categorias de veículos elétricos. Vans, ônibus, motos, ônibus rodoviários e caminhões ficaram fora da etapa inicial.

Carros elétricos a bateria e híbridos plug-in entram diretamente. O governo também confirmou os modelos a hidrogênio na tarifa dos elétricos e os veículos com extensor de autonomia na tarifa dos híbridos plug-in.

O governo quer recuperar parte da receita que cai à medida que carros elétricos substituem modelos a gasolina e diesel. Veículos a combustão já geram arrecadação conforme usam combustível, enquanto elétricos não pagam um equivalente por quilômetro rodado.

O Tesouro britânico afirma que o novo imposto foi desenhado para manter uma diferença favorável aos elétricos. A tarifa inicial de 3 pence por milha corresponde a cerca de metade da carga média por milha atribuída ao imposto sobre combustíveis.

Também não haverá exigência de rastreador permanente no carro. O governo estuda uma opção futura para veículos conectados enviarem dados automaticamente, mas a adesão deverá ser voluntária.

Para o motorista brasileiro, o ponto central é simples: a nova obrigação não vale no Brasil. O que muda é o modelo britânico, que passará a cobrar parte do imposto conforme o carro efetivamente roda.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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