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Grupo Petz Cobasi cresce, ganha margem e prepara captura de até R$ 260 milhões em sinergias

Exame ·
Grupo Petz Cobasi cresce, ganha margem e prepara captura de até R$ 260 milhões em sinergias

Grupo prevê que frutos da fusão vão começar a ganhar força no segundo semestre; lucro líquido ajustado somou R$ 70 milhões no trimestre, alta de 8,4%

O Grupo Petz Cobasi encerrou o segundo trimestre com receita bruta de R$ 2 bilhões, crescimento de 8,2% na comparação anual. O Ebitda ajustado — lucro antes antes de juros, impostos, depreciação e amortização — avançou 11%, para R$ 186 milhões, com expansão de 0,3 ponto percentual da margem, que chegou a 10,6%. O lucro líquido ajustado somou R$ 70 milhões, alta de 8,4%.

A geração de caixa também ganhou força. Foram R$ 213 milhões de caixa operacional no trimestre, e a companhia terminou junho com posição de caixa líquido de R$ 286 milhões — R$ 127 milhões acima do registrado ao fim do primeiro trimestre.

O crescimento veio de forma relativamente equilibrada entre as duas bandeiras e os canais. A receita bruta da Cobasi avançou 8,6% e a da Petz, 7,2%. No digital, as vendas cresceram 9,2%, acima dos 7,4% das lojas físicas, e passaram a representar 40,6% das vendas totais, ganho de 0,5 ponto percentual em um ano.

A receita bruta cresceu 8,7%, para R$ 4 bilhões, enquanto o Ebitda avançou 22,2%. A margem Ebitda ajustada subiu 1,1 ponto percentual, para 10,2%.

As despesas também perderam peso. Como proporção da receita líquida, passaram de 37,7% no primeiro semestre do ano passado para 36,8% neste ano. A margem bruta, por sua vez, avançou de 46,9% para 47,1%.

O ponto é que essa melhora aconteceu antes de a maior parte das sinergias da fusão entre Petz e Cobasi chegar ao resultado. “Para o primeiro semestre, a gente tem pouca captura, mas praticamente tudo, de certa forma, está contratado”, diz Paulo Nassar, CEO do Grupo Petz Cobasi, em entrevista exclusiva ao EXAME Insight .

A companhia mantém a previsão de capturar entre R$ 200 milhões e R$ 260 milhões em sinergias anuais com a combinação dos negócios. A partir da segunda metade do ano, porém, só 10% desse potencial deve aparecer.

A fusão foi concluída em janeiro deste ano. Desde então, uma das principais frentes de trabalho tem sido comparar as condições comerciais que Petz e Cobasi mantinham individualmente com seus fornecedores.

Uma bandeira podia ter preços melhores em determinada categoria; a outra, em outro produto. Durante o primeiro semestre, o grupo renegociou essas condições para estabelecer uma nova base de compras para a companhia combinada.

A maior parte da negociação com fornecedores já foi concluída, e as compras começaram a ser feitas pelos novos preços. Existe, porém, uma defasagem até que o estoque adquirido anteriormente seja vendido e os produtos comprados sob as novas condições cheguem ao resultado.

Por isso os efeitos devem começar a aparecer com mais força a partir do terceiro trimestre e crescer progressivamente nos períodos seguintes.

Há outras frentes de integração. O grupo está renegociando despesas indiretas, comparando processos das duas companhias e trabalhando na integração logística.

Hoje, centros de distribuição ainda podem atender separadamente Petz ou Cobasi.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.

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