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Depois de acumular dívidas bilionárias na compra de uma rival, gigante do varejo de luxo pediu recuperação judicial para tentar sobreviver

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Depois de acumular dívidas bilionárias na compra de uma rival, gigante do varejo de luxo pediu recuperação judicial para tentar sobreviver

Um calote de cerca de US$ 100 milhões em juros foi o gatilho imediato do pedido de recuperação judicial

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O que você vai ver Qual aquisição turbinou a dívida do grupo de luxo anos antes do pedido de recuperação judicial. Quanto custou comprar a rival e como essa compra foi financiada. Qual pagamento perdido foi o gatilho imediato do pedido de recuperação judicial. Por que o grupo teve dificuldade para conseguir financiamento mesmo depois de pedir proteção judicial. Como atrasos no pagamento a fornecedores agravaram ainda mais a crise. Uma aquisição bilionária financiada majoritariamente por dívida colocou em risco um dos maiores grupos de varejo de luxo dos Estados Unidos, que acabou pedindo recuperação judicial depois de não conseguir honrar um pagamento de juros.

O grupo por trás da Saks Fifth Avenue comprou a rival Neiman Marcus em 2024, negócio que ampliou de forma expressiva tanto o tamanho quanto o endividamento da companhia, justamente num período de vendas mais fracas no setor de luxo e de consumidores mais cautelosos com esse tipo de gasto.

Saks Fifth Avenue Light Show 2025 New York City https://t.co/mvlawJdlmJ

A aquisição da Neiman Marcus ficou estimada em cerca de US$ 2,7 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 14,3 bilhões, valor majoritariamente levantado através de dívida contraída pelo próprio grupo comprador, decisão que deixou a companhia resultante com uma estrutura de capital bem mais pesada do que antes da fusão.

O grupo deixou de pagar um vencimento de juros de cerca de US$ 100 milhões em dezembro de 2025, e foi justamente esse calote pontual que precipitou o pedido voluntário de Chapter 11, protocolado em janeiro de 2026 no Tribunal de Falências do Distrito Sul do Texas, movimento que colocou toda a estrutura financeira da companhia sob supervisão judicial.

Antes mesmo de protocolar o pedido, reportagens já indicavam que a empresa enfrentava dificuldade para garantir até US$ 1 bilhão em financiamento conhecido como DIP, linha de crédito especial que permite a uma companhia em recuperação judicial continuar operando enquanto reestrutura suas dívidas, sinal de que os próprios credores já enxergavam risco elevado na operação.

Downtown Dallas’ iconic Neiman Marcus closes for the last time The store at Main and Ervay has been part of the city since 1914 https://t.co/Xn9vtBeWlZ

Os atrasos nos pagamentos, consequência direta do aperto financeiro provocado pela aquisição, também atingiram fornecedores do grupo, o que prejudicou a chegada de produtos novos às lojas num momento em que a companhia já lutava para manter as vendas em um mercado de luxo mais retraído, fechando um ciclo onde a dívida da compra ajudou a minar a própria operação que ela deveria fortalecer.

Negócios que viram sua própria estrutura financeira se voltar contra a operação também aparecem no relato sobre a rede centenária de roupas que cancelou o leilão de 174 contratos de loja por falta de comprador .

Mais detalhes sobre o caso estão disponíveis na reportagem original do Nasdaq .

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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