Moraes x Mendonça: relembre a cronologia dos embates entre os ministros do STF
Moraes x Mendonça virou uma das principais crises internas do Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro de 2026, com acusações formais entre os dois ministros, decisões conflitantes, o afastamento da cúpula da Polícia Federal e a intervenção direta do presidente da Corte, Edson Fachin.
O confronto aberto provocado pelas investigações sobre o Banco Master, no entanto, não surgiu agora.
A sequência de divergências entre Alexandre de Moraes e André Mendonça ganhou corpo a partir dos ataques de 8 de Janeiro de 2023 , quando os dois passaram a assumir posições distintas sobre prisões, competência do Supremo, responsabilização dos envolvidos e, posteriormente, sobre a própria permanência de Moraes na condução das investigações da trama golpista.
Nem todos esses episódios representam uma briga entre os ministros.
Em vários deles, houve apenas divergência jurídica dentro da dinâmica normal do Supremo.
Em outros, porém, o conflito saiu dos votos e chegou a discussões públicas, questionamentos sobre a competência do colega e, finalmente, acusações formais.
Moraes x Mendonça: do 8 de Janeiro à crise do Banco Master O primeiro ponto dessa trajetória aparece apenas três dias depois da invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.
11 JAN 2023 PRIMEIRA DIVERGÊNCIA Mendonça contesta medidas de Moraes após o 8 de Janeiro O plenário do STF referendou o afastamento do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e as prisões preventivas do ex-secretário de Segurança Anderson Torres e do então comandante-geral da PM-DF, Fábio Vieira, determinadas por Moraes.
Mendonça divergiu.
Considerou desnecessário o afastamento de Ibaneis diante da intervenção federal e também votou contra as duas prisões.
Por que importa: é a primeira divergência concreta entre os dois diretamente relacionada às consequências do 8 de Janeiro.
Ainda não havia confronto pessoal.
O resultado foi de 9 votos a 2.
Além de Mendonça, Nunes Marques também divergiu.
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