‘Farsa incriminatória’ e nova investida contra Mendonça: embates do caso Moraes começam antes da sessão
Os embates em torno do julgamento que vai definir se o Supremo Tribunal Federal ( STF ) abre ou não uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes começaram antes mesmo da sessão destinada a analisar o relatório da Polícia Federal (PF) com mensagens entre o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro , na manhã desta terça-feira (15/9).
Na noite anterior, Moraes encaminhou manifestação ao presidente da Corte, Edson Fachin, em que fez duras críticas ao documento da PF, elaborado por ordem do ministro André Mendonça.
Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas Segundo Moraes, a atuação de Mendonça foi “deliberadamente direcionada pelo Ministro relator PARA MONTAR UMA VERDADEIRA FARSA INCRIMINATÓRIA COM FINALIDADE POLÍTICO-ELEITORAL”.
Para Moraes, o documento da PF com 52 mensagens de Vorcaro a um número de telefone atribuído a ele é “imprestável” e “duplamente nulo”, diante da falta de pedido ou comunicação à Procuradoria-Geral da República (PGR), pela suposta quebra da cadeia de custódia dos fatos e por conter “ilações sem qualquer comprovação”.
Investida contra Mendonça Já na manhã desta terça (15/9), o ministro Flávio Dino despachou a Fachin um pedido para que sejam apurados fatos relacionados a Mendonça, o instituto do qual foi sócio, ligações com o banco Master e contratos com a Prefeitura de São Paulo.
Segundo Dino, Mendonça votou em uma ação (ADPF 1196) que discute o funcionamento de cemitérios privados na cidade de São Paulo a favor dos cemitérios privados após ter se encontrado com Vorcaro.
Dino disse “havia elevados interesses de fundos geridos pelo Banco Master exatamente em temas atinentes à privatização de cemitérios”.
Dino também cita o fato de que Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, era vinculado à Igreja Batista da Lagoinha , e simultaneamente exercia cargo diretivo na empresa Cortel (concessionária de cemitério em São Paulo).
“Enquanto tudo isso se desenrolava, o Instituto Iter, fundado pelo Exmo.
Ministro André Mendonça e em cuja sede, como assinalado, ocorreu o encontro com o Sr.
Daniel Vorcaro em 14 de março de 2025, passou também a manter relações contratuais remuneradas com o próprio Município de São Paulo, parte diretamente alcançada pelas determinações proferidas nesta ADPF, na condição de contratante de empresas privadas, a exemplo da Cortel, onde atuava o Sr.
Fabiano Zettel”, disse Dino.
“Isso não significa afirmar que exista relação causal entre tais circunstâncias, tampouco que os atos jurisdicionais praticados tenham sido determinados por interesses externos ao processo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.