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Situação das estradas e escolas indígenas expõe como a política trata as principais questões do Estado

Folha de Boa Vista ·
Situação das estradas e escolas indígenas expõe como a política trata as principais questões do Estado

Situação da RR-210, no Sul de Roraima, se arrasta há anos com obras que nunca são concluídas (Foto: Divulgação) A campanha eleitoral é um momento importante porque os políticos são obrigados a sair de suas redomas para enxergar a realidade a qual o povo vive de verdade, longe dos institucionais dos governos e das propagandas eleitorais.

A questão das estradas é uma delas que fica exposta, sendo uma das demandas mais urgentes, mas sempre negligenciadas por seguidos governos.

Nesses poucos dias de campanha eleitoral, as divulgações de candidatos já identificaram situações críticas de Norte a Sul de Roraima.

Na região Norte, a realidade das estradas de Uiramutã (BR-433 e RR-171) e de Amajari (RR-203) foi exposta, as quais sempre são alvos de reclamações públicas por darem acesso a pontos turísticos.

As que dão acesso a Uiramutã são, de longe, as que apresentam as piores condições, seja pelo relevo propício a erosões ou pelo abandono por parte das autoridades, pois são realizadas manutenções somente após as rodovias ficarem intransitáveis.

A única solução é o asfaltamento dessas rodovias, algo impensável na agenda dos políticos e dos seguidos governos.

A situação da RR-203, que dá acesso à Serra do Tepequém, no Amajari, é aquela conhecida de todos, em que as autoridades vinham escondendo a real situação até a verdade vir à tona, recentemente.

Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou falhas na elaboração do projeto básico e superfaturamento de 24,62% nos valores pagos indevidamente para o transporte do asfalto destinada à obra de conservação daquela rodovia, valores estes que tiveram que ser devolvidos pela empresa.

No Sul do Estado, a vergonhosa situação da BR-210 vem sendo exposta.

Essa estrada interliga os municípios de Rorainópolis, São Luiz do Anauá, São João da Baliza e Caroebe.

No entanto, apesar de sua extrema importância para o desenvolvimento daquela região, as obras de manutenção e recuperação da malha asfáltica tornaram-se um tormento para a população.

Embora a BR-210 seja uma rodovia federal, um trecho de 44 km, que inicia na sede de Caroebe e se estende até o Rio Jatapu, está sob responsabilidade do Governo de Roraima, cujos recursos são oriundos dos cofres estaduais, de emenda parlamentar do ex-senador Mecias de Jesus e de um convênio com a Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia.

A obra se arrasta há muito tempo, enquanto a população padece.

Outra questão que passou a ser evidenciada é a situação das escolas indígenas, muitas delas construídas e mantidas pelas próprias comunidades de forma improvisada, com salas de aula no chão de barro, cobertas com palha de buriti e paredes de tábua ou mesmo debaixo de árvores.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.

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