Lula defende redução da maioridade penal para 16 anos em crimes hediondos
Em entrevista à TV Globo, petista comentou sobre a relação com Donald Trump e propostas para segurança pública
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta, 15, ser favorável à redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos.
Em entrevista à TV Globo, o petista criticou a proposta da ala da direita de reduzir para 14 anos.
“Enquanto cidadão brasileiro, todo e qualquer crime hediondo, sou a favor de reduzir a maioridade penal. A PEC não estava discutindo isso. A direita tentou apresentar reduzindo para 14 anos, então o Camilo (Santana) para 16. Primeiro você discute a PEC e depois discute a maioridade. Eu acho que a sociedade brasileira inteira é favorável a qualquer crime hediondo”, afirmou.
Lula classificou como civilizada sua relação com o presidente americano, Donald Trump, e disse que os dois conseguiram superar as tensões iniciais.
“Minha relação com Trump foi a mais civilizada. Ela começou muito tensa, eu disse ao Trump que dois homens de 80 anos se entendessem e que não era possível as duas maiores democracias do Ocidente ficarem assim”, declarou.
O petista, porém, afirmou que o governo americano é quem deve se preocupar com a batalha tariaria.
“Essa semana meu ministro do Comércio e Relações negociaram. (…) Embora a gente tenha perdido 9%, nós crescemos 20% da China. Com Indonésia, China, Vietnã e crescemos em 50 países. (…) Quem deve estar preocupado conosco é os Estados Unidos. Não fiz a Lei da Reciprocidade. Se for necessário, vamos fazer. Temos mais coisas que eles precisam” , disse.
Ao comentar a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, Lula afirmou que os Estados Unidos não compreendem a natureza desses grupos.
“Os EUA não entendem. Quando falam de terrorismo, falam de terrorismo de Estado. Aqueles que querem dar golpe de Estado. Não é o caso das facções no Brasil, eles querem dinheiro. O PCC e CV são terroristas para a comunidade brasileira, mas não é para eles. (…) Nós aprovamos a lei antifacção, que aumenta a pena” , afirmou.
“A Constituição nunca permitiu a União se meter. Eu vou me meter. Para os bandidos, a gente vai querer prisão. Vamos definir o papel da União na segurança pública, porque os estados não tiveram competência de resolver”, declarou.
Lula disse ainda que, após a aprovação da PEC da Segurança Pública, pretende definir as atribuições do ministério e ampliar a construção de presídios federais de segurança máxima.
“Aprovada a PEC da Segurança Pública, vou definir o ministério, definir o papel e vamos financiar 138 presídios de segurança máxima financiados pelo governo federal para que os bandidos continuem bandidos na cadeia. Nós precisamos de segurança. Queremos asfixiar o crime organizado” , afirmou.
Lula afirmou que seu governo conseguiu aprovar a maior parte das propostas enviadas ao Congresso e destacou a participação de diferentes partidos na base governista.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.