Toffoli rejeita denúncia que liga Renan Santos ao PCC
O ministro Dias Toffoli, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), rejeitou uma notícia de inelegibilidade que apontava suposto vínculo entre o candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, e o PCC (Primeiro Comando da Capital).
A decisão foi assinada em 29 de agosto e divulgada nesta segunda-feira (31).
A denúncia alegava que o Missão teria sido financiado por um empresário citado pela Polícia Federal em investigações sobre lavagem de dinheiro ligada à facção.
Com base nisso, o autor da notícia sustentava que o partido de Renan configuraria “abuso de poder econômico” .
Toffoli rejeitou o pedido por dois motivos: a intempestividade e a falta de provas.
O prazo para esse tipo de contestação havia terminado em 17 de agosto, mas a denúncia só chegou ao TSE em 26 de agosto, nove dias depois.
Além disso, as alegações não vieram acompanhadas de qualquer elemento que as sustentasse.
O ministro citou o artigo 25 da Lei Complementar 64/1990, que tipifica como crime eleitoral a impugnação de candidatura apresentada “de forma temerária ou de má-fé” .
Diante disso, Toffoli determinou o envio do caso ao Ministério Público Eleitoral para que o órgão avalie se a conduta de quem apresentou a denúncia se enquadra no crime previsto na lei.
A decisão é a terceira de Toffoli envolvendo a candidatura de Renan Santos em menos de 72 horas .
No domingo (30), o ministro havia retirado da pauta do plenário virtual o julgamento do registro da candidatura, após identificar indícios de irregularidades no uso das redes sociais pela campanha.
Depois, suspendeu a propaganda digital do candidato, bloqueou o acesso da campanha a recursos do Fundo Eleitoral e proibiu sua participação em debates.
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