Impactos de fim da escala 6x1 dividem empresários, sindicatos e economistas
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Enquanto avança em Brasília, o debate sobre os impactos do fim da escala 6x1 ainda divide economistas e empresários.
A PEC (proposta de emenda à Constituição) que reduz a jornada de trabalho e adiciona um dia de descanso semanal, sem redução no salário, ainda precisa ser votada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), o que está previsto para ocorrer nesta quarta-feira (2) .
A discussão ganhou um novo fôlego pouco mais de um mês antes das eleições, cujo primeiro turno está marcado para 4 de outubro. A medida é uma das bandeiras encampadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em busca da reeleição.
O petista tem associado o fim da escala 6x1 a mais disponibilidade de tempo para os trabalhadores ficarem com suas famílias, em um movimento para aumentar a pressão pela aprovação do projeto.
"Tem gente que joga contra os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, mas o nosso governo está mobilizado para a aprovação do fim da escala 6x1, sem redução do salário", declarou o presidente em seu perfil no X (ex-Twitter).
Os articuladores políticos do governo, no entanto, já traçam um novo cenário para votação do projeto caso não seja possível resolver o assunto no Senado ainda nesta semana.
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, por sua vez, interrompeu as agendas de campanha e permaneceu em Brasília nesta terça-feira (1º), de onde acompanhou as articulações no Congresso em torno da proposta.
O senador fluminense evitou dizer como deve votar em relação ao fim da escala 6x1 , mas reforçou que defende proposta alternativa à apoiada pelo governo Lula (PT). Segundo ele, o trabalhador deve ter liberdade para escolher a própria jornada.
Um posicionamento semelhante ao do senador do PL foi defendido pelo empresário Luciano Hang, das Lojas Havan , em um evento de inauguração em Caldas Novas (GO).
"Quer trabalhar oito horas sábado, domingo, feriado. Tem a folga, que vocês têm de ter. Vai da pessoa. A liberdade do trabalho é de vocês, não do Congresso Nacional", disse a funcionários.
Em suas redes sociais, Hang se defendeu de críticas e disse que o recorte em que aparece falando com os trabalhadores foi distorcido e tirado de contexto.
"Apenas dei minha opinião sobre uma pauta que está no Congresso e que impacta trabalhadores e, principalmente, pequenos empreendedores. Quem quiser trabalhar mais e ganhar mais, que possa. Quem quiser trabalhar menos e descansar mais, também."
A visão de Hang contrasta com outra fala, que também ganhou repercussão nas redes nos últimos meses, em uma reunião sindical realizada em São Paulo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.