Hotmart quer ir além do marketplace e ser infra para creators
João Pedro Rezende, CEO, ao lado de Matt Montenegro, Diretor Sênior de Tecnologia na Hotmart, durante demonstração do Launchpad à imprensa (Imagem: Giulia Frazão/Startups) Por 15 anos, a Hotmart cresceu associada à ideia de conectar produtores de conteúdos digitais a possíveis consumidores.
Durante esse período, a companhia mineira processou R$ 50 bilhões em vendas, segundo o próprio CEO e cofundador da companhia, João Pedro Resende, durante o evento Hotmart FIRE , realizado na última semana.
Mas o volume de lançamentos de inteligência artificial dos últimos meses – dos avatares que replicam a imagem e os trejeitos de um criador de conteúdo ao recém-lançado Launchpad , que cria sites, aplicativos e até jogos a partir de comandos em linguagem natural – sinaliza uma ampliação do que a empresa considera seu negócio por agora.
Sem abandonar a venda de cursos, e-books e outros infoprodutos, que a Hotmart diz continuar sendo sua base, a empresa quer se posicionar como “all-in-one” para os creators.
A ideia é ser uma plataforma de monetização e infraestrutura completa para qualquer tipo de negócio digital que um creator queira construir, não só conteúdo.
Para Natalia Miyabara Fernandes, diretora sênior de Produto da Hotmart , o gatilho foi observar as dificuldades de quem empreende sozinho dentro da chamada creator economy.
“A gente vê muitas dores relacionadas a todo o processo de ser empreendedor.
Então, muito da evolução que a gente fez nesses últimos anos foi como a gente conseguisse posicionar soluções que endereçassem dores de quem está fazendo sozinho ou está fazendo pela primeira vez”, disse em entrevista.
A executiva destaca que a plataforma está presente em mais de 200 países, com diversas moedas.
“Ou seja, o creator consegue chegar onde a audiência dele está, independente da geografia ou da língua”, complementou.
Por que fazer dentro de casa? A decisão da Hotmart de desenvolver sua própria solução de “vibe coding” chamou a atenção, em um momento em que existem diversas ferramentas já consolidadas no mercado, como a Lovable ou v0 (da Vercel).
Para Natalia, criar um produto dentro do ecossistema, porém, aproveita o que a empresa considera seu maior ativo — a integração entre criação, vendas e distribuição.
“Dentro da nossa estratégia, queremos ser uma plataforma all-in-one, que consegue prover tudo o que o nosso cliente precisa para crescer rápido.
Quando a gente faz esse movimento de Launchpad, não é apenas a criação de produto, é a criação de produto dentro do nosso ecossistema, com acesso gerenciado e integração às vendas, já permitindo vendas internacionais”, ressaltou a executiva.
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