Quaest no Paraná: 79% aprovam e 12% desaprovam governo de Ratinho Junior
TÍTULO: Quaest no Paraná: 79% aprovam e 12% desaprovam governo de Ratinho Junior
Aprovação de Ratinho Junior permanece elevada no Paraná com 79%, aponta pesquisa Quaest
Levantamento divulgado nesta quinta-feira revela índices de satisfação com o governo paranaense praticamente estáveis em relação aos meses anteriores. A pesquisa, realizada pela Quaest e encomendada pela RPC, afiliada da Rede Globo no Paraná, entrevistou mais de 800 eleitores e fornece um retrato das avaliações do executivo estadual em um momento de transição política no estado. Os números refletem um cenário de consolidação de apoio eleitoral em torno da administração estadual, mesmo diante de desafios estruturais que persistem na agenda pública paranaense.
Os números da aprovação
O governo estadual mantém índices de aprovação praticamente inalterados quando comparados aos levantamentos anteriores. Ao todo, 79 por cento dos eleitores entrevistados expressaram aprovação da gestão, cifra que se mantém igual à apresentada em consulta realizada em agosto do corrente ano. Paralelamente, os índices de desaprovação recuaram levemente durante esse período: enquanto em agosto a desaprovação era mensurada em 14 por cento, a pesquisa mais recente indica redução para 12 por cento.
O percentual de respondentes que não souberam ou preferiram não responder apresentou uma leve oscilação, passando de 7 por cento em agosto para 9 por cento no levantamento recente. Esse índice de indecisos pode sinalizar questões pendentes na percepção pública ou mesmo flutuações naturais em pesquisas sucessivas. A trajetória de aprovação mantendo-se em patamar elevado contrasta com dinâmicas políticas observadas em outros estados e reflete particularidades do cenário político paranaense.
Como os cidadãos avaliam a gestão
Quando questionados sobre a qualidade geral da administração estadual, os entrevistados ofereceram uma avaliação predominantemente favorável. Sessenta e nove por cento dos respondentes classificaram o governo como positivo, mantendo a mesma trajetória observada em meses anteriores quando esse índice estava em 68 por cento. Essa percepção positiva abrange dimensões variadas da atuação governamental, desde ações visíveis em infraestrutura até políticas executadas nas secretarias de estado.
A categoria de avaliação regular, que representa aqueles com percepção intermediária sobre a gestão, foi indicada por 21 por cento dos eleitores, número que registrou pequena redução comparado aos 23 por cento observados em agosto. As avaliações negativas do governo compõem 5 por cento das respostas, igualmente apresentando redução frente aos 6 por cento do levantamento anterior. Aqueles que não conseguiram formar opinião ou optaram por não se posicionar representam 5 por cento do total de respondentes, com crescimento de 2 pontos percentuais em relação ao período anterior.
Sucessão política
A pesquisa também sondou a população sobre um tema central na política paranaense: a possibilidade de o governador indicar seu sucessor. Quando perguntados se o chefe do executivo merecia ter o direito de eleger quem continuaria seu trabalho, a maioria dos eleitores respondeu positivamente. Sessenta e cinco por cento consideraram que sim, merecendo o governador essa prerrogativa, resultado que se mantém estável desde a consulta anterior. Um quarto dos entrevistados, ou 25 por cento, respondeu negativamente à questão. Os demais 10 por cento não souberam responder ou não quiseram se posicionar sobre o assunto.
Esta questão revela posicionamento público relevante em contexto onde sucessões políticas e continuidade administrativa ganham relevância. O apoio significativo à prerrogativa de indicação sucessória reflete, em parte, aprovação do mandato em curso e confiança em sua continuidade. A manutenção dessa cifra em patamares elevados sugere consolidação de narrativa favorável à permanência de projeto político alinhado com a gestão atual.
Os principais desafios identificados
Ao serem indagados sobre qual seria o tema de maior preocupação para o estado, os respondentes indicaram questões de cunho social como prioritárias. A saúde emergiu como o principal problema percebido, mencionada por 31 por cento dos entrevistados, registrando crescimento de 3 pontos percentuais em comparação aos 28 por cento de agosto. A preocupação com saúde reflete desafios estruturais do sistema público de saúde no Paraná, estado que, como outras unidades federativas, enfrenta pressões decorrentes de demandas crescentes e limitações orçamentárias.
A questão da segurança pública ficou em segundo lugar nas preocupações, com 14 por cento dos respondentes citando a violência como problema fundamental. Esse índice apresentou ligeira redução ante os 15 por cento registrados no período anterior. A evolução dessas percepções vincula-se a indicadores de criminalidade, políticas de segurança implementadas e cobertura midiática de eventos ligados à violência.
Educação foi apontada como problema significativo por 9 por cento dos entrevistados, crescimento de 1 ponto percentual em relação aos 8 por cento de agosto. Infraestrutura recebeu menção de 6 por cento, redução em relação aos 8 por cento anteriores. A opção outros problemas foi escolhida por 23 por cento, registrando queda ante os 28 por cento de agosto. Aqueles que não souberam responder ou preferiram não indicar problema específico somaram 15 por cento, aumento de 3 pontos percentuais. Apenas 2 por cento consideraram não haver problemas significativos no estado, ligeira elevação ante 1 por cento no mês anterior.
Contexto da pesquisa e da administração estadual
A metodologia adotada pela Quaest envolveu a consulta de 804 eleitores com idade a partir de 16 anos. A coleta de dados ocorreu entre 20 e 23 de setembro, período anterior à data de divulgação dos resultados. A pesquisa foi registrada junto à Justiça Eleitoral sob os números PR-02802/26. A margem de erro associada ao levantamento é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95 por cento.
Ratinho Junior governa o Paraná desde 2019 e integra o PSD, partido de centro-direita que dialoga com coalizões variadas no espectro político nacional. Seu mandato iniciou-se em contexto de desafios econômicos globais e, posteriormente, enfrentou impactos da pandemia de COVID-19 que reconfigurou prioridades públicas. A manutenção de índices de aprovação elevados ao longo de sua administração contrasta com desafios ordinários que qualquer gestor estadual enfrenta.
A RPC, responsável por encomendar o levantamento, é a afiliada paranaense da Rede Globo, principal grupo de comunicação do país, o que reafirma o interesse da mídia tradicional em acompanhar tendências de aprovação de mandatários estaduais.
O que acompanhar
Os dados apresentados sugerem cenário de estabilidade na avaliação popular do governo estadual. Contudo, diversos pontos merecem monitoramento nos próximos meses. A trajetória dos índices de aprovação no próximo levantamento indicará se a tendência de manutenção dos números se consolida ou sofre alterações significativas. Variações em ciclos eleitorais, mudanças na economia ou inflexões em políticas públicas podem produzir oscilações futuras.
A questão da sucessão permanece em foco, considerando que a aprovação e a legitimidade são elementos centrais para influenciar alianças políticas e candidaturas. Mudanças nos percentuais relativos à sucessão podem indicar transformações nas preferências eleitorais ou na percepção sobre continuidade administrativa. A evolução dessa percepção associa-se também a dinâmicas do governo federal e de alianças políticas que envolvem negociações entre partidos e lideranças em diferentes níveis.
A evolução da percepção sobre problemas estaduais, especialmente saúde e segurança, também deve ser acompanhada. Aumentos expressivos nas menções desses temas podem sinalizar descontentamento crescente e pressionar a agenda governamental. Novos levantamentos fornecerão indicadores sobre se as políticas públicas conseguem impactar a percepção cidadã sobre esses desafios estruturais que frequentemente ultrapassam fronteiras estaduais e refletem contextos nacionais mais amplos.
Principais pontos:
• Pesquisa Quaest mostra que 79% dos paranaenses aprovam o governo de Ratinho Junior, mantendo estabilidade em relação a agosto
• Avaliação geral positiva alcança 69%, com apenas 5% classificando a gestão como negativa
• Saúde é identificada como principal problema estadual por 31% dos entrevistados, seguida pela violência com 14%
• 65% dos eleitores acreditam que Ratinho Junior merece ter direito de indicar seu sucessor
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