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Colaborador de líder opositora retorna à Venezuela após exílio

UOL Notícias ·
Colaborador de líder opositora retorna à Venezuela após exílio

Um integrante da equipe política da líder opositora María Corina Machado, que permaneceu refugiado por mais de um ano na embaixada da Argentina em Caracas, retornou à Venezuela nesta sexta-feira (28), vindo de seu exílio nos Estados Unidos, um retorno que a própria dirigente ainda não conseguiu realizar.

Omar González havia se refugiado com outras cinco pessoas na embaixada argentina em março de 2024, em meio a uma escalada de prisões antes da eleição presidencial de 28 de julho. Em maio de 2025, o grupo conseguiu deixar a Venezuela graças a uma operação secreta americana.

"Claro que falei com a líder dos venezuelanos, María Corina. Ela me pediu que abrisse caminho, porque atrás de mim (...) vem ela, para mudar tudo isso", afirmou González ao chegar ao aeroporto do estado de Anzoátegui, no leste do país, segundo um vídeo publicado nas redes sociais por seu partido, o Vente Venezuela.

Vários opositores políticos retornaram ao país depois da captura, em janeiro, de Nicolás Maduro por forças americanas. Desde então, Delcy Rodríguez governa interinamente sob forte pressão de Washington.

"Meu querido Omar, que emoção enorme sinto por este retorno à sua adorada Anzoátegui. Pelo breve retorno de todos os venezuelanos para casa", escreveu Machado em uma mensagem no Instagram.

Em 2024, a autoridade eleitoral declarou Maduro vencedor para um terceiro mandato em meio a denúncias de fraude.

Os asilados na embaixada argentina nunca receberam salvo-conduto. Maduro rompeu relações com a Argentina, e o Brasil assumiu a proteção de sua sede diplomática.

Os opositores burlaram a segurança do Estado para deixar a Venezuela com o apoio dos Estados Unidos, em uma ação que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, classificou como uma "operação precisa".

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