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Ciência

"Sexto sentido” pet: como animais podem identificar emoções e doenças

Galileu ·
"Sexto sentido” pet: como animais podem identificar emoções e doenças

Além de serem sinônimo de conforto e amizade para muitos humanos, os pets têm habilidades que parecem quase como um “sexto sentido”: eles podem saber estamos tristes, ajudar na detecção precoce de câncer ou até auxiliar em tratamentos para depressão e ansiedade.

Mas como isso acontece? Cães e gatos são mais sensitivos que seres humanos quando o assunto é audição, olfato e detecção de mudanças químicas.

Isso faz com que eles vejam, farejem e “sintam” coisas que podem passar completamente despercebidas para nós.

Um exemplo fascinante é o que cachorros podem ser treinados para “farejar” alguns tipos de cânceres, incluindo de mama, de bexiga e melanoma.

O olfato é um sentido bem mais especial para os caninos do que para humanos, de forma que eles possuem cerca de 300 milhões de receptores olfativos na região nasal, enquanto nós temos uma média de 5 milhões.

A camada de muco que costuma ficar no focinho dos cães também é muito importante para reter e dissolver as partículas de cheiro do ar Ivan Radic/Flickr Há também o chamado recesso olfativo, ausente em humanos ou outro primatas e que se localiza atrás dos olhos dos cães.

A estrutura é responsável por separar o oxigênio que vai para o pulmão das partículas de cheiro, essas que são processadas pelo cérebro.

Um estudo divulgado pela revista científica Science descreveu que, mesmo após a expiração do animal, o odor não é expelido.

“O que acontece é que, quando a doença começa a se desenvolver, assim como outras condições, já existe uma série de alterações no corpo.

São alterações físicas, hormonais, e também mudanças na rotina e no comportamento das pessoas”, diz Renata Roma, psicoterapeuta e pesquisadora na Universidade de Saskatchewan, no Canadá, em entrevista à GALILEU.

É a partir da capacidade de detectar odores específicos em concentrações incrivelmente baixas que os cães se tornam poderosos aliados na identificação de cânceres e outras doenças como mal de Parkinson e malária.

Um outro estudo, publicado em 2023 na revista científica Cancers, sugere que cães farejadores diagnosticam câncer de pulmão através de gases exalados, tendo uma taxa de diagnóstico o treinamento com amostras de respiração do que com as de tecido e urina.

Como destaca este artigo do The Conversation escrito pela professora de ciências animais da Universidade Nottingham Trent, Jacqueline Boyd, esses “cães de biodetecção” são inicialmente treinados para associar odores a uma recompensa, como um brinquedinho ou petiscos.

Condicionados, eles irão tomar atitudes de aviso em resposta a seus tutores caso farejem alterações físicas e comportamentais.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.

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