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'O Brasil de Tarsila' leva cores, cheiros e formas das obras da artista à Paulista

Folha · Ilustrada ·
'O Brasil de Tarsila' leva cores, cheiros e formas das obras da artista à Paulista

São Paulo Na exposição "O Brasil de Tarsila", o visitante pode se sentir dentro das florestas pintadas por Tarsila do Amaral , viajar de Minas Gerais até Paris , caminhar ao lado do Abaporu e repousar diante do pôr do sol que a artista desenhou. Com assinatura de Juliana Miraldi e Paola do Amaral Montenegro, sobrinha-bisneta da modernista, a mostra começa neste sábado (15).

A data também marca a inauguração do Nubank Arte Lab , espaço que ocupa 2.700 m² no primeiro andar do Conjunto Nacional, na avenida Paulista, e foi projetado para exposições imersivas, como esta.

Para isso, conta com três ambientes principais, o que inclui uma sala multiuso de 777 m² e outras duas que exibem conteúdo audiovisual de grande escala, com sistema de projeção e sensores de movimento adaptáveis a cada projeto. Logo na entrada uma telão digital transparente, com 84 m² já inicia a exposição.

A estrutura do local tem salas modulares, que podem se adaptar de acordo com as necessidades de cada mostra. Elas dispõe de sensores de temperatura e cheiro para aumentar a imersão do visitante. O pé direito alto permite a instalação de grandes estruturas e projeções. Também há sistema para controlar a iluminação, o que melhorar a qualidade do que é exibido.

"O Brasil de Tarsila" usa diversos desses recursos. Organizada em blocos temáticos, a mostra aproveita animação digital, projeção, som e cheiro para contar a trajetória da artista modernista. Não há quadros originais expostos por lá: eles viraram releituras, cenários e instalações interativas.

"Escolhemos dar protagonismo à obra e deixar a Tarsila falar. A única explicação que a gente colocou na sala é uma entrevista dela descrevendo o quadro", diz Paola do Amaral Montenegro, que além de sobrinha-bisneta de Tarsila também é a gestora dos direitos sobre a obra da artista.

A sala que retrata a fase marcada pela temática social de Tarsila, por exemplo, dispõe de três manivelas. Ao serem giradas, elas revelam em um telão os rostos da obra "Operários" (1933).

A pintura é uma das mais conhecidas da artista e mostra tanto o crescimento urbano brasileiro na época como os reflexos da sua viagem à antiga União Soviética. A partir dessa experiência, ela absorveu influências visuais dos cartazes políticos do país.

Mais viagens da artista marcam presença na exposição. Uma das instalações interativas é um vagão de trem no qual cada janela corresponde a um dos lugares pelos quais Tarsila passou: França, Itália , Minas Gerais, Oriente Médio, Rio de Janeiro e a antiga URSS. Sobre a mesa dos passageiros, há reproduções de documentos e lembranças da artista relacionadas aos destinos.

Outras instalações mostram trabalhos com menções à natureza, entre eles "Manacá", "Distância", "Lago" e "Floresta", todos do fim da década de 1920. Essas obras marcaram a era antropofágica de paulista.

A ideia da antropofagia era pegar influências estrangeiras, em especial de movimentos artísticos europeus, e engolir essas referências para transformá-las em algo brasileiro. Em suma, ela absorveu elementos do cubismo e do surrealismo para fazer obras que representam assuntos ligados ao Brasil.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Ilustrada.

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