Pesquisas eleitorais e IBC-Br estão no radar do investidor
Os investidores acompanham de perto nesta sexta-feira (16) as pesquisas eleitorais Datafolha, divulgada ontem, além da CNT/MDA e PoderData, divulgadas hoje.
O mercado repercute também a proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de implementar a tarifa zero no transporte público nos fins de semana, em uma nova medida de apelo popular na reta final da campanha.
Além disso, atenção dos investidores estará na divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), de agosto.
A dez dias do segundo turno da eleição presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 47% das intenções de voto, e o presidente Lula, com 45%, o que representa empate técnico, segundo o Datafolha.
A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais.
Na contagem de votos válidos, Flávio aparece com 51%, e Lula marca 49%.
Em uma semana, a diferença entre os candidatos passou de quatro para dois pontos.
A perspectiva de que a vitória de Flávio não está dada tem trazido pessimismo ao mercado mais recentemente.
Sob a ótica dos investidores, Flávio seria capaz de, enfim, interromper o ritmo de alta da dívida federal.
A saída de Lula representaria um horizonte de menor risco fiscal e inflação e juros menores, enquanto a manutenção do presidente representaria o contrário: maior risco fiscal e inflação e juros maiores.
Em relação ao IBC-Br, a expectativa é que o indicador tenha avançado apenas 0,05% em agosto em comparação a julho, conforme a mediana de 13 projeções que o Valor Data captou com consultorias e instituições financeiras.
As expectativas são de alta de 0,7% a baixa de 0,3%.
O dado ajuda a calibrar as expectativas para os juros.
Nos Estados Unidos, os indicadores futuros de ações avançavam levemente.
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