Enchentes no Nepal viram teste crucial para governo Gen Z
Família foge de avalanche no Nepal antes de casa ser levada pela enxurrada O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, um ex-rapper popularmente conhecido como "Balen", enfrenta a enorme tarefa de reconstruir comunidades e infraestruturas essenciais após as violentas enchentes que atingiram o país na semana passada. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A enxurrada, que continha rochas, gelo, lama e detritos, varreu áreas próximas à fronteira com a China, devastando cidades inteiras e causando danos a usinas hidrelétricas.
Mais de 900 pessoas morreram e quase 4,8 mil estão desaparecidas, informaram as autoridades nesta segunda-feira (31), quando os esforços de resgate entraram no sexto dia.
As enchentes atingiram o país do Himalaia poucos dias antes do aniversário dos protestos anticorrupção liderados pela Geração Z, ocorridos entre 8 e 9 de setembro do ano passado, que derrubaram o governo anterior e levaram Shah ao poder.
Agora, o primeiro-ministro de 36 anos e o gabinete dele, em grande parte inexperiente, enfrentam a primeira grande crise nacional, naquele que parece estar se tornando o pior desastre do país na última década.
Ansiedade entre parentes de vítimas Casas destruídas por avalanche no Nepal em 26 de agosto de 2026 Navesh Chitrakar/REUTERS As equipes de resgate, incluindo especialistas chineses e indianos, acreditam que centenas de trabalhadores estejam presos em túneis de usinas hidrelétricas em construção que foram soterradas pela lama devido às inundações.
Sushila Giri aguardava notícias do filho, Sishir, um estudante da Universidade de Katmandu que estava realizando um estágio em um dos projetos hidrelétricos.
"Fiquei sabendo que meu filho, junto com outras pessoas, estava no alojamento do projeto hidrelétrico quando ocorreu o desastre", conta ela à DW.
"Por favor, me ajudem a descobrir onde ele está." Raksha Bam, ativista da Geração Z, expressou preocupação com os atrasos no resgate dos trabalhadores presos em obras de hidrelétricas e instou o governo a buscar assistência especializada da comunidade internacional.
Em todos os distritos afetados, familiares se reuniram em hospitais e centros de assistência temporária na esperança de receber notícias de parentes desaparecidos.
Indra Adhikari perdeu nas enchentes sua casa e seus arrozais, e quatro dos parentes dela estão desaparecidos.
Ela reclamou que os esforços de resgate e assistência pareciam estar concentrados em áreas acessíveis por estrada e onde a imprensa estava presente, especialmente ao longo da margem do rio Trishuli.
"A maioria das pessoas que vieram para Trishuli Bazar não são socorristas, mas sim curiosos", afirma ela à DW.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.