Ataques de onças a cães e gatos ganham protocolo de resposta em MS
Ataques de onças-pintadas a cães e gatos passaram a ter um protocolo específico em um conjunto de diretrizes elaborado por pesquisadores e instituições que atuam em Mato Grosso do Sul.
O documento recomenda desde o recolhimento dos animais durante a noite até vistoria técnica para confirmar se a predação foi realmente causada pelo felino.
Medidas integram a publicação “Diretrizes e fundamentos para mitigação de conflitos entre humanos e onças-pintadas”, produzida por 15 autores ligados a universidades, organizações ambientais e órgãos públicos.
O IOP (Instituto Onça-Pintada) está entre as instituições participantes.
É preciso fazer uma distinção: o protocolo ainda não é uma norma oficial adotada pelo Governo de Mato Grosso do Sul.
Trata-se de uma proposta técnica destinada a orientar gestores públicos, órgãos ambientais, pesquisadores, produtores e comunidades.
Os autores defendem que o Estado transforme as recomendações em uma política integrada de atendimento.
Segundo o documento, ataques a animais de companhia têm ganhado relevância principalmente em áreas rurais, residenciais e periurbanas próximas a ambientes naturais.
Embora a perda financeira geralmente seja menor do que nos ataques ao gado, o impacto emocional sobre os tutores pode aumentar o medo e provocar a perseguição ou morte ilegal de onças.
Cães e gatos soltos, especialmente durante a noite, são apontados como presas de acesso mais fácil.
O risco também aumenta quando há descarte de lixo orgânico, restos de comida e carcaças perto das residências, porque esses materiais podem atrair animais silvestres e, consequentemente, os grandes felinos.
Outro fator citado é o comportamento dos próprios cães.
Animais que circulam sem supervisão ou perseguem a fauna podem entrar em confronto com onças.
Para reduzir os riscos, as diretrizes recomendam que cães e gatos permaneçam em canis, gatis ou outros abrigos resistentes e fechados durante a noite, período de maior atividade das onças.
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