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Política

Como está a disputa pelo governo de Santa Catarina em 2026, segundo AtlasIntel, Real Time Big Data e Quaest

Por Redação 5News · · com informações de Revista Fórum
Como está a disputa pelo governo de Santa Catarina em 2026, segundo AtlasIntel, Real Time Big Data e Quaest

A corrida para o Palácio Santa Catarina: pesquisas traçam panorama da disputa eleitoral catarinense

Enquanto o Estado de Santa Catarina se aproxima do encerramento do primeiro turno das eleições para governador em 2026, três institutos de pesquisa divulgaram seus levantamentos sobre as preferências dos eleitores catarinenses. Os dados revelam uma disputa onde a liderança de Jorginho Mello se consolida nas sondagens, enquanto a batalha pela segunda colocação permanece acirrada, especialmente entre João Rodrigues e Gelson Merísio. O cenário traçado pelos institutos oferece uma visão multifacetada de como os candidatos se posicionam diante do eleitorado e qual pode ser a configuração do segundo turno.

Os números do RealTime Big Data: Jorginho em vantagem clara

A pesquisa conduzida pelo RealTime Big Data entre meados de setembro apresentou números que reforçam a força do candidato à reeleição. O levantamento ouviu 1.600 residentes do Estado durante cinco dias, entre 12 e 16 de setembro, com precisão de dois pontos percentuais para mais ou para menos e grau de confiança de 95%. No primeiro turno estimulado, Jorginho Mello se mostrou confortavelmente à frente com quase metade das intenções de voto. João Rodrigues, do PSD, aparecia a uma distância considerável, enquanto Gelson Merísio do PSB registrava números ainda mais reduzidos. Os demais concorrentes ficavam com percentuais baixíssimos na sequência, e uma fração expressiva de eleitores ainda não havia definido seu voto ou optava por nulo e branco.

A pesquisa também investigou o reconhecimento espontâneo dos candidatos, sem apresentar nomes aos entrevistados. Nesta modalidade, a vantagem do governador se mantinha, ainda que com números menores, evidenciando que sua campanha já havia penetrado nas mentes de parcela do eleitorado. O mais relevante foi constatar que uma maioria absoluta dos eleitores consultados ainda permanecia indecisa ou recusava-se a responder, indicando que o segundo turno poderia trazer dinâmicas diferentes e que ainda havia espaço para mobilização.

As simulações de segundo turno mostraram cenários bastante favoráveis ao incumbente. Confrontado individualmente contra João Rodrigues, Jorginho ampliava sua vantagem. No duelo contra Gelson Merísio, a margem aumentava ainda mais, sugerindo que o PSB enfrentaria dificuldades em converter sua base eleitoral em caso de ida ao segundo turno.

AtlasIntel identifica acirramento na disputa pelo segundo lugar

O instituto AtlasIntel realizou suas entrevistas uma semana antes, entre 4 e 9 de setembro, e publicou seus resultados em 10 de setembro. Com 1.211 respondentes ouvidos, a margem de erro foi de três pontos percentuais, mantendo o mesmo nível de confiança de 95%. Os números desta pesquisa trouxeram informações particularmente interessantes sobre o segundo lugar da disputa. Jorginho Mello mantinha sua liderança, ainda que com percentual ligeiramente superior ao levantado por RealTime Big Data. No entanto, a distância que separava Rodrigues de Merísio era praticamente insignificante, inferior ao intervalo de confiança do estudo. Isso significava que tecnicamente os dois estavam em posição de empate, com qualquer um deles tendo a mesma probabilidade estatística de terminar em segundo lugar.

Os demais candidatos apresentavam votações fragmentadas, com percentuais de um dígito, enquanto uma pequena parcela admitiu não ter opinião formada. Em relação ao cenário estimulado de segundo turno, se Jorginho enfrentasse João Rodrigues, sua vantagem se manteria. Contra Gelson Merísio, a margem seria ainda maior. Um ponto particularmente significativo foi a simulação de um cenário contrafactual, onde Jorginho não concorresse. Nessa hipótese, João Rodrigues emergia como favorito contra Merísio, ampliando substancialmente seu percentual.

Quaest e a fotografia da disputa no fim de agosto

O terceiro levantamento, conduzido pela Quaest nos últimos dias de agosto, fornece um ponto de comparação temporal para acompanhar a evolução das campanhas. Realizada com 804 eleitores maiores de idade, abordados presencialmente, apresentou margem de erro de três pontos percentuais. Os números daquele momento mostraram Jorginho em posição semelhante à das pesquisas posteriores, enquanto os demais candidatos exibiam números que sugerem movimento durante o período entre agosto e setembro.

Contexto da disputa catarinense

Santa Catarina ocupa lugar relevante no cenário político nacional, sendo um Estado com tradição eleitoral consolidada e polarização que reflete, em certos aspectos, as divisões que marcam a política brasileira. A eleição para governador é momento crucial para definir os rumos da administração estadual, impactando políticas de desenvolvimento econômico, educação, saúde e infraestrutura.

Jorginho Mello representa a continuidade da administração em exercício, fator que usualmente confere ao candidato à reeleição posições de vantagem nas pesquisas. O PL, sua legenda, integra a coligação presidencial no governo federal, o que potencialmente amplia recursos e máquinas de campanha disponíveis. João Rodrigues e Gelson Merísio, por sua vez, encabeçam projetos alternativos, com bases eleitorais e narrativas de campanha distintas. O fato de seus percentuais permanecerem muito próximos, segundo a AtlasIntel, indica uma competição aberta pelo voto de oposição e pela insatisfação com o cenário atual.

O nível de indecisão captado pelas pesquisas, particularmente no levantamento de RealTime Big Data, revela que uma fração considerável de eleitores ainda avalia suas opções. Isso deixa espaço para mudanças de percepção conforme as campanhas se intensificam e as estratégias de comunicação se aprofundam. As campanhas para o segundo turno, caso não haja surpresa no primeiro, provavelmente girarão em torno da mobilização das bases e da atração de votos brancos, nulos e de indecisos.

O que acompanhar

Os próximos passos da campanha deverão revelar como os candidatos conseguem converter rejeição ou desinteresse em apoio consolidado. Uma questão central será monitorar se a indecisão observada nas pesquisas se reduz à medida que eleitores se definem. Outro elemento importante é verificar se a competição extremamente fechada entre Rodrigues e Merísio pelo segundo lugar se resolve ou persiste até a votação, potencialmente surpreendendo analistas com resultado distinto das sondagens.

Caso haja segundo turno, as simulações sugerem que Jorginho partiria com vantagem em ambos os cenários possíveis. No entanto, campanhas de segundo turno frequentemente redefinem dinâmicas, à medida que apoiadores de candidatos eliminados se redistribuem e a mobilização eleitoral intensifica-se. A expectativa é acompanhar como a campanha evolui nos seus últimos dias antes da votação e qual será o impacto dos movimentos de campanha na preferência dos eleitores.

Principais pontos:

• Jorginho Mello mantém liderança consolidada nas três pesquisas, com percentuais entre 49% e 51,6%, enquanto João Rodrigues e Gelson Merísio disputam intensamente a segunda colocação com diferenças inferiores à margem de erro.

• O levantamento do RealTime Big Data evidencia elevada indecisão eleitoral, com 56% dos respondentes não tendo definido seu voto, sugerindo espaço para alterações antes do encerramento do primeiro turno.

• As simulações de segundo turno apontam vantagem sistemática de Jorginho contra ambos os possíveis adversários, mas um cenário sem sua participação mostraria João Rodrigues como favorito em relação a Merísio.

• A proximidade entre Rodrigues e Merísio, com diferença de apenas 0,9 ponto percentual segundo AtlasIntel, mantém incerta qual candidato de oposição chegará ao segundo turno, caso a eleição não se decida já no primeiro turno.

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Matéria produzida pela Redação 5News com apoio de inteligência artificial a partir da apuração de Revista Fórum — os fatos do episódio vêm da matéria original; o contexto usa informação pública consolidada. Veja nossa política editorial. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.

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