O pêndulo eleitoral começa a se mover
Agosto terminou com a eleição presidencial de 2026 em uma configuração mais aberta do que no início da campanha oficial.
Lula segue liderando o primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro permanece como principal adversário e aparece praticamente empatado em algumas simulações de segundo turno.
Ainda não houve uma arrancada clara de nenhum dos dois, mas a dinâmica da disputa mudou: a avaliação do governo piorou, a rejeição de Lula aumentou e uma parcela relevante do eleitorado insatisfeito com os dois polos começou a testar uma terceira alternativa.
Essa mudança aparece nas pesquisas BTG/Nexus e AtlasIntel/Bloomberg.
No BTG/Nexus, Lula tem 39%, Flávio 33% e Augusto Cury chega a 11%; na Atlas, Lula aparece com 43,4%, Flávio com 33,7% e Cury com 7,8%, ante apenas 1,6% na rodada anterior.
Pela primeira vez na campanha, um candidato fora da polarização alcança dois dígitos em um levantamento nacional, sinalizando que a principal novidade do momento não é uma disparada da oposição, mas o surgimento de uma terceira força capaz de capturar parte do eleitorado descontente com Lula e Flávio.
Ninguém disparou.
Mas a fotografia mudou Os levantamentos mais recentes mostram uma dinâmica menos favorável aos dois principais candidatos no primeiro turno.
No BTG/Nexus, Lula recuou de 41% para 39% e Flávio Bolsonaro de 37% para 33%, enquanto o segundo turno permaneceu estável em 46% a 45% para Lula.
Na Atlas, Lula caiu de 44,9% para 43,4% e Flávio de 35,8% para 33,7%, embora a vantagem do presidente no segundo turno tenha diminuído de cerca de 6,3 para 4,5 pontos, com placar de 47,1% a 42,6%.
Por isso, ainda é cedo para falar em uma onda favorável a Flávio.
O movimento mais relevante parece ser a erosão gradual de Lula sem que o principal adversário consiga absorver integralmente esse desgaste, abrindo espaço para uma terceira candidatura capturar parte do eleitorado insatisfeito com ambos.
Uma eventual inflexão do pêndulo político pode começar justamente dessa forma: não com uma disparada da oposição, mas com o incumbente perdendo capacidade de transformar sua posição no governo em vantagem eleitoral e com eleitores antes presos à polarização passando a buscar alternativas.
O problema de Lula está além da intenção de voto Se a intenção de voto ainda não permite falar em uma virada, os números de avaliação do governo são mais desconfortáveis para o presidente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.