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Com ameaças e menção a Maduro, EUA resgatam Doutrina Monroe e miram controle da América Latina

Brasil de Fato ·
Com ameaças e menção a Maduro, EUA resgatam Doutrina Monroe e miram controle da América Latina

Em mais uma jogada retórica, o Departamento de Estado dos Estados Unidos, chefiado por Marco Rubio, divulgou um vídeo em que apresenta um histórico da Doutrina Monroe e afirma que o domínio do país em toda a América “nunca mais será questionado”. Além disso, a publicação cita o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, como um “sinal”.

Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, o cientista social Gustavo Menon, docente na Universidade Católica de Brasília (UCB) e no Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina (Prolam-USP), avalia que a publicação e o teor do pronunciamento não deixam dúvidas de que se trata de mais uma tentativa de cerco aos países latino-americanos que ainda não se curvaram ao governo de Donald Trump .

Menon acredita que, neste ano, a última grande batalha será a eleição do Brasil e reitera a importante alteração na política de segurança estadunidense que abriu brecha para uma série de mudanças de postura. “Já em janeiro, tivemos o sequestro de Nicolás Maduro e Cilia Flores, além do recrudescimento dos bloqueios em Cuba . Houve uma intensificação de conformar na América Latina esse entendimento de que essa região é de histórica influência da política externa estadunidense”, destaca.

“No fundo, o grande objetivo é afastar o comércio chinês de toda a região, reposicionando, do ponto de vista geopolítico e econômico, os EUA como um ator substancial em meio aos fomentos dessas políticas unilaterais, de ingerência e imperialistas ventiladas e que estão sendo implementadas em sinergia com atuação de classes domésticas de países latino-americanos”, explica.

Entre os exemplos citados de aliados de primeira hora de Trump está o argentino Javier Milei. Além disso, o analista destaca a evidente influência dos EUA em dois processos eleitorais recentes: o de Abelardo de la Espriella, na Colômbia, e o de Keiko Fujimori, no Peru.

Gustavo Menon classifica a atuação de Marco Rubio como a de “um xerife do hemisfério sul”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.brasildefato.com.br — o conteúdo pertence a Brasil de Fato.

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