Anthrax fala à Rolling Stone sobre ‘Cursum Perficio’, Brasil e fim do Sepultura
Scott Ian não esconde a empolgação com Cursum Perficio , décimo segundo álbum de estúdio do Anthrax .
Marcado para sair no próximo dia 18 de setembro via Nuclear Blast / Megaforce Records , o disco traz aquela que é, em sua opinião, a melhor música da carreira do lendário grupo de thrash metal: “The Edge of Perfection” , faixa já disponível como single.
“Surpreendentemente, foi muito fácil criá-la, porque é uma música muito difícil de tocar” , comenta o músico de 62 anos, em entrevista à Rolling Stone Brasil .
“Soa como Anthrax, mas também como algo que nunca tínhamos feito antes — e ao mesmo tempo muito parecido com Anthrax.” Como todo artista, Ian e seu grupo evoluíram ao longo do tempo.
O que se ouve em Cursum Perficio tem a essência thrash metal de trabalhos clássicos lançados nos anos 1980, mas também se percebe a maturidade adquirida após tanto tempo de estrada.
E é bom mesmo que Scott esteja empolgado, pois o novo álbum chega uma década após seu antecessor, For All Kings (2016).
Para ele, a espera valeu a pena.
Neste bate-papo, o guitarrista, letrista e membro fundador do Anthrax: aborda Cursum Perficio em detalhes; afasta boatos de aposentadoria — causados pelo título da obra que, no latim, significa “completo minha jornada”; explica a demora no lançamento; comenta sobre suas mais recentes visitas ao Brasil; promete retornar com o Anthrax principal em 2027; revisita dois momentos cruciais de sua carreira — o clássico Among the Living (1987) e a era com o vocalista John Bush , entre 1992 e 2005; e lamenta o fim iminente do Sepultura , nome mais importante da música pesada nacional.
Frank Bello, Joey Belladonna e Scott Ian durante show do Anthrax em 2026 (Foto: Per Ole Hagen / Redferns via Getty Images) Confira! Entrevista com Scott Ian, do Anthrax Rolling Stone Brasil: Estamos aqui para falar sobre o novo álbum do Anthrax, mas antes preciso dizer: estava ansioso para te ver com o Mr.
Bungle abrindo o show do Avenged Sevenfold aqui em São Paulo [em janeiro último].
No entanto, você teve que voltar mais cedo para um show já agendado com o Anthrax.
Andreas Kisser, do Sepultura, entrou no seu lugar e fez um ótimo trabalho.
Como foi o processo de trazer o Andreas para a ocasião? Scott Ian: Andreas já me substituiu no Anthrax em 2011, quando meu filho estava para nascer e estávamos na turnê Big 4 pela Europa.
Precisei de dois ou três meses e Andreas me substituiu.
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