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Divertida e emocionante, ‘Smiley’ enfrenta o medo de se apaixonar no século XXI

Rolling Stone Brasil ·
Divertida e emocionante, ‘Smiley’ enfrenta o medo de se apaixonar no século XXI

“ A pista tá salgada “.

A frase se popularizou nos últimos anos, mas em 2012, quando Smiley nasceu em uma pequena sala de espetáculos em Barcelona, na Espanha, Guillem Clua já tinha sacado isso.

Na obra, o autor abordava as dificuldades de dois homens gays para se entregar ao amor em uma época em que as relações estavam cada vez mais líquidas e as pessoas mais distantes, escondidas atrás das telas de seus celulares.

Apesar de uma produção enxuta, Smiley rapidamente se tornou um fenômeno, ganhou versões em inglês, italiano, francês, alemão e até grego, foi adaptada para a Netflix em uma minissérie e, em 2024, finalmente chegou ao Brasil, em São Paulo, com realização da Cerejeira Produções.

Agora, dois anos depois, a comédia romântica está de volta aos palcos paulistas, em um revitalizado Teatro Ruth Escobar , para recontar uma história que, surpreendentemente, é tão atual quanto há 15 anos.

Em Smiley , após uma mensagem insatisfeita de Alex – um bartender tão atraente quanto frustrado por uma vida amorosa falida – cair acidentalmente na caixa postal de Bruno – um arquiteto acostumado com a própria companhia, mas que ainda não desistiu de encontrar um romance como os dos filmes que assiste com frequência -, os dois decidem se encontrar.

Rapidamente, eles percebem que não têm nada em comum, mas acabam indo para a cama da mesma forma, onde a mágica realmente acontece.

Porém, como nenhum tem coragem de dar o próximo passo, o romance fica em suspenso enquanto eles entendem como navegar pelos caminhos cada vez mais complicado do amor no século XXI.

Smiley conquista, principalmente, por ser relacionável.

Ainda que você não seja uma pessoa LGBTQIA+, a história atravessa temas familiares a todos, como as cicatrizes deixadas por relacionamentos anteriores e como isso nos trava na hora de buscar um novo amor, com receio de se ferir novamente.

Mas um bom texto não é nada sem bons atores para dá-lo vida – e é aí que entram Mau Alves e Conrado Helt , grandes trunfos do espetáculo.

Mau , na pele de Bruno , rouba a cena com um carisma que quebra qualquer pompa do arquiteto metido a intelectual, transformando-o em um personagem fácil de se apaixonar.

Em momentos dramáticos, mais para o fim da história, o ator mostra versatilidade, prendendo a atenção do espectador e arrancando lágrimas espontâneas com a sua entrega.

Conrado não fica muito atrás ao interpretar Alex , que é quem passa pela maior transformação ao longo da história.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em rollingstone.com.br — o conteúdo pertence a Rolling Stone Brasil.

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