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Economia

T4F deixa a Bolsa após 15 anos, com perda de mais de 90% das ações

InfoMoney ·
T4F deixa a Bolsa após 15 anos, com perda de mais de 90% das ações

A Time For Fun (T4F), uma das maiores empresas de entretenimento ao vivo do país e responsável por festivais como o Lollapalooza Brasil, concluiu seu processo de fechamento de capital e deixará de ter ações negociadas na B3.

A saída marca o fim de um ciclo de cerca de 15 anos como companhia aberta e encerra uma trajetória em que os papéis acumularam desvalorização de cerca de 96% desde o IPO realizado em 2011.

A etapa final do processo ocorreu após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovar o cancelamento do registro de emissora categoria A da empresa.

Com a decisão, a companhia passa a operar como empresa de capital fechado e também deixa o segmento Novo Mercado da B3.

Leia também Petrobras, Vibra e Ultrapar são preferidas do JPMorgan em cenário de oferta restrita As tensões geopolíticas, ataques a instalações russas, baixos estoques de combustíveis e restrições às exportações vêm reduzindo a oferta global de derivados O movimento teve início em março deste ano, quando o fundador e acionista controlador da T4F, Fernando Luiz Alterio, anunciou uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) para comprar os papéis em circulação e promover o fechamento do capital da empresa.

A proposta previa o pagamento de R$ 5,59 por ação, valor superior aos R$ 4,44 em que os papéis haviam encerrado o pregão anterior ao anúncio.

Papéis caíram cerca de 96% desde 2011 (fonte: Profit) Segundo a companhia, a operação foi estruturada com o objetivo de cancelar o registro de companhia aberta junto à CVM e retirar a T4F do Novo Mercado.

A iniciativa seguiu uma tendência observada em outras empresas da Bolsa que optaram por retornar ao capital fechado diante dos custos regulatórios e da baixa liquidez de seus papéis.

O processo avançou em julho, quando a OPA atingiu o quórum necessário para ser concluída.

No leilão, Alterio adquiriu cerca de 1,95 milhão de ações, equivalentes a 58,1% dos papéis em circulação e a mais de 82% das ações aptas a votar na operação.

O valor efetivamente pago aos acionistas foi de R$ 6,02 por ação, montante atualizado pela taxa Selic a partir do preço-base de R$ 5,59 definido no laudo de avaliação.

Após a liquidação financeira da oferta, o grupo controlador passou a deter aproximadamente 79,1% do capital social da empresa.

Com a aprovação do fechamento de capital pela CVM, a companhia informou que pretende convocar uma assembleia para deliberar sobre o resgate compulsório das ações que ainda permanecem em circulação.

A medida é permitida pela Lei das Sociedades por Ações quando menos de 5% do capital segue nas mãos de minoritários.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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