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A estratégia do Banco do Brasil para reduzir a inadimplência e voltar ao topo

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A estratégia do Banco do Brasil para reduzir a inadimplência e voltar ao topo

O Banco do Brasil manteve suas projeções para 2026 após o balanço do primeiro semestre mostrar um descompasso entre o desempenho das carteiras de crédito e o avanço da inadimplência, especialmente entre pessoas físicas e no agronegócio.

Para reverter esse quadro, a instituição pretende acelerar a concessão de crédito para clientes de alta renda, manter o financiamento ao agronegócio com maior volume de garantias e renegociar dívidas de produtores rurais com o apoio da Medida Provisória 1.376/2026.

A estratégia busca melhorar a qualidade da carteira e reduzir os riscos evidenciados no balanço.

Na quarta-feira, 12, o Banco do Brasil reportou lucro líquido ajustado de 7,3 bilhões de reais no primeiro semestre de 2026 , queda de 34,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os resultados foram pressionados pela deterioração do crédito no agronegócio e pelo avanço da inadimplência entre pessoas físicas.

A inadimplência da carteira consolidada chegou a 5,61% no primeiro semestre, alta de 1,65 ponto percentual em relação aos 3,96% registrados um ano antes.

O avanço foi puxado principalmente pelas pessoas físicas, segmento em que o índice subiu 2,8 pontos percentuais, para 8,41%.

Continua após a publicidade O cartão de crédito foi um dos principais focos de deterioração.

A inadimplência da modalidade dobrou em três meses, de 7% para 14%, puxada pelas classes D e E.

Esse público deve ficar fora do foco de concessão do banco no segundo semestre.

Ao mesmo tempo, o Banco do Brasil pretende acelerar a concessão de crédito para pessoas físicas, mesmo diante de um cenário macroeconômico marcado por juros elevados e elevado endividamento das famílias.

Isso ocorre porque o crescimento da carteira ficou abaixo do previsto pela instituição.

Continua após a publicidade A projeção do banco para a carteira de pessoas físicas é de crescimento entre 6% e 10% em 2026.

Até junho, porém, a expansão acumulada era de apenas 4,4%.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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