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Toledo: Lula sobrevive a 'barragem' de Lulinha, Marcola e Master

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Toledo: Lula sobrevive a 'barragem' de Lulinha, Marcola e Master

Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição, resistiu a uma sequência de perguntas sobre temas que o colocaram na defensiva e, depois, conseguiu mudar o ritmo ao falar de economia, avaliou José Roberto de Toledo, colunista do UOL, no UOL News , do Canal UOL.

No debate, comentaristas avaliaram que a entrevista na Globo passou longo tempo em assuntos como suspeitas de corrupção e apurações envolvendo pessoas próximas ao presidente. Para Toledo, o desempenho teve dois momentos bem marcados.

Primeiro, o Lula sobreviveu a uma barragem. Se não me engano, foram seis ou sete perguntas exclusivamente sobre o Fábio Luis [filho do presidente] e o Marcola. Acho que ele conseguiu até que se sair bem, na medida do que era possível sobreviver, a uma bateria de perguntas que o colocavam obviamente na defensiva. Acredito que foram pelo menos dez minutos iniciais só sobre esse assunto. Ele manteve a linha e o mesmo tipo de resposta. José Roberto de Toledo, colunista do UOL

Letícia Casado, colunista do UOL, disse que a entrevista ficou "muito tempo falando sobre corrupção", o que, na avaliação dela, tende a ser ruim para o PT quanto mais o tema se prolonga. Ainda assim, ela relatou que aliados próximos avaliaram que Lula respondeu de forma direta.

Me chamou a atenção porque a entrevista ficou muito tempo falando sobre corrupção, que é um tema muito ruim para o PT. Quanto mais tempo o Lula passa falando sobre isso, é ruim para ele. Letícia Casado, colunista do UOL

José Roberto de Toledo afirmou que, depois desse início, a entrevista mudou quando os entrevistadores levaram a discussão para a dívida pública. Para ele, Lula aproveitou a brecha para listar indicadores e sair do modo defensivo.

O que me surpreendeu foi o que aconteceu quando os entrevistadores trouxeram à baila a questão da dívida pública. E aí eles abriram uma porta e uma brecha e o Lula escancarou a porta enumerando todos os indicadores econômicos positivos que ele poderia enumerar. José Roberto de Toledo, colunista do UOL

Leonardo Sakamoto, colunista do UOL, avaliou que Lula adotou uma postura mais combativa logo no começo, sem "dar a outra face". Ele disse que o presidente foi para o ataque e tentou mostrar que não ficaria "nas cordas".

O "Lulinha Paz e Amor" ficou em casa. Quem veio foi o "Lula do Velho Testamento". A impressão é que ele não deu a outra face. Ele foi para cima. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL

Ao comentar o caso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Toledo disse que Lula recorreu a números para sustentar que o governo pagou aposentados afetados e que o dinheiro saiu de quem aplicou o golpe. Para ele, esse tipo de resposta ajudou a "virar" a entrevista a favor do presidente.

Ele citou a mesma estatística duas vezes para dizer o seguinte: "Nós pagamos todos os aposentados que sofreram o golpe e o dinheiro saiu de quem deu o golpe". José Roberto de Toledo, colunista do UOL

O UOL News vai ao ar de segunda a sexta-feira em duas edições: às 10h, com apresentação de Fabíola Cidral, e às 17h, com Diego Sarza.

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