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Ataques de Israel matam 11 no Líbano, que denuncia violação de cessar-fogo

Opera Mundi ·
Ataques de Israel matam 11 no Líbano, que denuncia violação de cessar-fogo

Ataques aéreos israelenses mataram pelo menos 11 pessoas no sul do Líbano neste sábado (15/08), entre elas crianças, segundo o Ministério da Saúde libanês. Sete pessoas morreram quando uma casa foi atingida nos arredores de Ansar, no distrito de Nabatieh, e outras quatro morreram em um ataque contra Deir al-Zahrani.

Os bombardeios também deixaram dezenas de feridos, segundo as autoridades locais. O episódio é o mais letal desde o acordo de junho que reduziu significativamente os combates entre Israel e o Hezbollah.

A ofensiva ocorreu em várias áreas do sul do país. A Agência Nacional de Notícias do Líbano informou que ataques atingiram a região da elevação de Ali al-Taher, perto de Nabatieh al-Fawqa, além de áreas próximas a um centro de treinamento de professores e ao clube Husseini. O vale entre Ansar e Zarariyeh também foi bombardeado.

Mais ao sul, perto da fronteira com Israel, forças israelenses destruíram casas em Bint Jbeil e dispararam contra residências ao longo da estrada entre Kounine e Saf al-Hawa. Outro ataque atingiu o bairro de al-Mashaa, em al-Mansouri.

As Forças de Defesa de Israel (IDF, por sua sigla em inglês) afirmaram que os alvos eram estruturas do Hezbollah e que os ataques ocorreram em resposta a uma ação contra soldados israelenses na região de Ali al-Taher. Segundo a versão militar, a operação tinha como objetivo atingir a infraestrutura do grupo, considerada uma ameaça à segurança de Israel.

O governo libanês contestou a justificativa. O primeiro-ministro Nawaf Salam afirmou que as vítimas de Ansar não eram instalações militares e que mulheres e crianças não poderiam ser consideradas alvos militares.

“As sete pessoas mortas no ataque israelense contra Ansar não são infraestrutura militar, e as crianças e mulheres mortas não são alvos militares”, afirmou Salam à Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) . Além disso, Salam disse que a “presença deles (Hezbollah) não dá a Israel o direito de violar o território libanês ou colocar civis em risco”.

O presidente Joseph Aoun condenou os ataques e disse que a ofensiva representa uma violação do acordo firmado entre os dois países e prejudica as negociações patrocinadas pelos Estados Unidos.

Aoun também afirmou que a morte de uma família inteira em Ansar envia uma “mensagem clara” ao processo de negociação e desmonta o argumento de que o ataque tinha como alvo instalações do Hezbollah. Para o presidente libanês, a continuidade dos ataques põe em risco os esforços diplomáticos destinados a estabelecer um arranjo permanente para o sul do país.

O principal impasse nas negociações está relacionado à presença militar israelense no território libanês. Na quinta-feira (13/08), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que as tropas israelenses não deixarão o sul do Líbano enquanto o Hezbollah não for desarmado. Katz disse que Israel controla atualmente cerca de 700 quilômetros quadrados do território libanês, aproximadamente 7% do país.

A posição israelense contraria a expectativa de uma retirada vinculada ao acordo negociado com a participação dos Estados Unidos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em operamundi.uol.com.br — o conteúdo pertence a Opera Mundi.

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