Jornalista dos EUA é condenado a 2 anos de prisão por atuar para a China
O jornalista americano Thomas Weir Pauken II foi condenado a dois anos de prisão nos EUA por atuar como agente não declarado do governo chinês. A NBC News informou que ele também terá 36 meses de liberdade supervisionada e não poderá viajar ao exterior.
Pauken, de 51 anos, se declarou culpado em 2026 e não pretende recorrer da condenação. Ele foi preso em fevereiro.
O Departamento de Justiça dos EUA afirma que Pauken trabalhou para pessoas ligadas ao governo chinês entre ao menos 2019 e fevereiro de 2026. Ele recebeu pelo menos US$ 100 mil pelos serviços, de acordo com o órgão.
John Eisenberg, secretário-assistente de Justiça para Segurança Nacional, disse que Pauken atuou em operações do Ministério da Segurança do Estado chinês. "Pauken traiu seu país por dinheiro", afirmou Eisenberg.
Pauken se mudou para a China em 2010 e trabalhou para organizações jornalísticas chinesas, entre elas a emissora estatal China Central Television (CCTV). Desde 2024, ele atuava como editor da agência estatal Xinhua.
Documentos do processo apontam que uma pessoa identificada como Cathy pedia relatórios a Pauken e dizia que o material era lido pelo presidente Xi Jinping. A mesma pessoa também solicitou que ele recrutasse fontes para fornecer informações sigilosas.
Em janeiro de 2025, agentes da alfândega americana interceptaram Pauken quando ele retornava aos EUA. Durante entrevistas, ele disse estar "80% certo" de que uma pessoa interessada em trabalhar no governo Trump entregaria informações sigilosas à China.
A defesa afirma que Pauken assumiu a responsabilidade pelo caso e respeita a decisão judicial. "Como o governo concordou em tribunal, Pauken não forneceu nenhuma informação confidencial aos chineses", disse Burnham.
O Ministério das Relações Exteriores da China não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre o caso.
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