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Polícia faz operação contra núcleo ligado ao PCC suspeito de lavar R$ 1 bi

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Polícia faz operação contra núcleo ligado ao PCC suspeito de lavar R$ 1 bi

A Polícia Civil de São Paulo faz hoje uma operação para atingir um núcleo ligado ao PCC suspeito de lavar dinheiro do tráfico de drogas e influenciar negócios e a política em Praia Grande, na Baixada Santista.

Operação Helmintos é conduzida pelo Deinter 6 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 6). Diligências ocorrem em endereços residenciais e comerciais, além de empresas e um setor da administração municipal. As ações acontecem em Praia Grande, Guarujá, ambos no litoral, Santo André, no ABC paulista, e Santana de Parnaíba, na Região Metropolitana.

Investigação aponta que o grupo teria movimentado cerca de R$ 1 bilhão. De acordo com a polícia, a suspeita é de que o dinheiro tenha circulado principalmente por meio da compra de imóveis de alto padrão, além de empresas e estabelecimentos comerciais.

Polícia descreve uma rede formada por lideranças do PCC, operadores financeiros e intermediários do setor imobiliário. A investigação também cita o uso de pessoas como "testas de ferro" para ocultar patrimônio e movimentações financeiras.

Apuração mapeou quatro frentes principais de atuação do núcleo investigado. Elas incluem lavagem de dinheiro em negócios imobiliários, controle de quiosques em áreas públicas de Praia Grande, suspeitas de favorecimento em licitação municipal e financiamento ou apoio a agentes políticos eleitos.

Os elementos reunidos indicam uma possível tentativa de ampliar a influência da organização criminosa sobre setores do Executivo e do Legislativo municipal. Secretaria de Segurança Pública, em nota

O UOL entrou em contato com a Prefeitura de Praia Grande e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestação.

Polícia pediu prisões temporárias e medidas patrimoniais contra os investigados. A corporação informou ter solicitado à Justiça a prisão temporária de quatro suspeitos apontados como lideranças e operadores financeiros do esquema.

Também foram solicitados bloqueio de contas e investimentos e o sequestro de imóveis ligados ao grupo, além do sequestro de 29 imóveis vinculados aos investigados. As buscas miram documentos, contratos e registros financeiros, além de eletrônicos, dinheiro e armas. A polícia diz que o objetivo é reunir elementos para aprofundar as apurações sobre suspeitas de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.

Nome da operação faz referência ao que a polícia chama de atuação "parasitária" do grupo na economia local. A avaliação é de que a estrutura poderia prejudicar a livre concorrência e usar atividades comerciais para beneficiar a organização criminosa.

Investigações seguem sob sigilo para identificar outros envolvidos. A Polícia Civil afirma que ainda busca dimensionar a extensão patrimonial, econômica e política do esquema investigado.

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